terça-feira, 20 de junho de 2017

Nicola Yoon - Tudo e Todas as Coisas



Ficha tecnica: Tudo e Todas as Coisas (Everything, Everything)
Autora: Nicole Yoon
Editora Arqueiro
Lançameto original: 2015
Lançamento BR: 2017
280 páginas
POV: primeira pessoa - Maddy
Gênero: Romance contemporâneo; Young-adult; Chick Lit; Drama

Protagonistas: Madeline Whittier e Oliver (Olly)
Local/ano: Los Angeles; Havaí; NY/atual

"Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua.

A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla.

Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.

Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe."




Madeline Whittier, uma graça de adolescente, que está prestes a completar 18 anos, sofre de uma doença rara: Imunodeficiência Combinada Grave.
Resumindo, ela não tem anticorpos.
Nunca sai de casa, sua casa tem um filtro todo especial para o ar, os objetos para chegarem até ela têm de passar por uma descontaminação, assim como as pessoas que vêm de fora. Detalhe: essas pessoas não são visitas, mas sua mãe, quando vem do trabalho,; a enfermeira que a assiste e, de vez em quando, um professor, porque na verdade, ela tem aulas online, via skype.

Sentiu o drama?

Apesar disso, ela não é uma pessoa amarga ou rebelde. Ela entende a situação em que vive.
Ela e sua mãe têm um esquema de se divertirem com jogos e filmes.

Infelizmente, ela não tem amigos da mesma idade, ela nunca teve a oportunidade de ir à escola e fazer amiguinhos.

Madeline era um bebê quando seu pai e irmão morreram num acidente. Na mesma época, sua doença foi descoberta por sua mãe, médica. E seu mundo virou aquela bolha.

No entanto, a casa ao lado que estava vaga, recebe novos moradores. Uma família de quatro pessoas. Dois deles eram adolescentes que Madeline logo escuta os nomes: Kara e Olly (Oliver).
Olly era um entusiasta pelo parkour, aquela modalidade em que a pessoa pula muros, escala paredes, etc. Ele tinha mania de pular a janela, ir para o telhado. Isso irritava o pai, mas a mãe achava interessante. Coisa de adolescente.

Com o passar dos dias, Olly e Madeline começam uma espécie de comunicação. Escrita na janela, que acaba levando-os à troca de email e de mensagens.

Apesar de sua doença grave, a vida de Madeline era calma; já a de Olly era cheia de brigas e violência quando o pai chegava em casa, bebia e partia para cima da esposa. 

Carla, a enfermeira, acaba permitindo que Olly visite Madeline pessoalmente, passando pela descontaminação e sem poderem se tocar, cada um num canto do cômodo.
Mas, adolescente, você sabe, ne? E um dia isso virou segurada de mão e beijinho.

Pronto. Madeline - a Maddy, de Olly - estava apaixonada.
Maddy passa a gastar em novas roupas (online) e a ficar distraída, cancelando noite de filme com a mãe. Esta fica preocupada, achando que algo de pior possa estar acontecendo com a filha.
Até que numa noite de briga mais séria no vizinho, em que Olly enfrenta o pai para evitar que sua mãe apanhe, Maddy se envolve, e sua mãe descobre seu envolvimento emocional com o rapaz.
Adeus computador. Adeus enfermeira Carla.

Tendo muito tempo livre, Maddy era uma leitora ávida e foi pelas citações de seus livros favoritos que ela decide correr o risco e, numa noite, ela foge, indo até Olly e eles vão parar no Havaí, para um fim de semana.

Paraíso!

Madeline vai do céu ao inferno em poucos dias.
E vai parar no hospital.
A partir daí, a torcida é: será que ela vai viver? Se sim, como será sua vida a partir dali? Terá sequelas? A mãe vai permitir que ela e Olly ainda sejam amigos?

Mil e uma questões na cabeça.

Até que chega o final.

Aaahhhhh... O final...



O babado é forte.
Muito forte.
Um soco no estômago.

O livro Young-adult traz uma temática muito interessante (não vou dizer qual para não dar spoiler).
O ritmo de leitura é super gostoso. Os capítulos não são numerados, trazem temas, e alguns deles são bem curtinhos.
Os personagens são interessantes, com seus dramas profundos.
Sem cliffhanger.

O livro já havia sido lançado por uma outra editora (confesso que eu não sabia). E o filme está despontando por aí. Louca para assistir.





A autora foi super feliz com o desfecho do livro. Drama na medida certa.
Vale muito a pena a leitura.
Não espere só pelo filme.



Sobre a autora




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