terça-feira, 4 de abril de 2017

J R Ward - The Chosen (BDB #15)


Ficha Técnica: The Chosen
Autora: J R Ward
Editora Ballantine Books
Lançamento original: 04/abril/2017  LANÇAMENTO
Lançamento BR: ainda não
544 páginas
Prólogo + 69 capítulos
POV: terceira pessoa
Gênero: Fantasia; Romance contemporâneo; Drama

Protagonistas: Xcor e Layla
Local/ano: Caldwell, NY/1731; 1740; 1757; atual

"Xcor, líder do Bando de Bastardos, condenado por traição contra o Rei Cego, está enfrentando um brutal interrogatório e uma morte torturante nas mãos da Irmandade da Adaga Negra. No entanto, depois de uma vida marcada pela crueldade e maldades, ele aceita seu destino de soldado, seu único pesar é pela perda de uma mulher sagrada que nunca foi sua: Layla, a Escolhida.

Só Layla sabe a verdade que pode ajudar a salvar a vida de Xcor. Mas revelar seu sacrifício e sua herança oculta expõe a ambos e destrói tudo o que Layla detém, mesmo seu papel de mãe junto a seus filhos preciosos. Dividida entre o amor e a lealdade, ela deve invocar a coragem de ir contra a única família que ela tem para defender o único homem que ela jamais terá.

No entanto, mesmo que de alguma forma seja concedido um indulto a Xcor, ele e Layla teriam de enfrentar um desafio mais grave: superar o abismo que divide seus mundos sem pavimentar o caminho para um futuro ainda maior de guerra, desolação e morte.

Quando um perigoso inimigo retorna a Caldwell, e a identidade de uma nova divindade é revelada, nada é certo ou seguro no mundo da Irmandade da Adaga Negra, nem mesmo o verdadeiro amor... ou destinos que por muito tempo pareceram pavimentados em pedra."





Continuação da série

E hoje é o lançamento de mais um livro da série original, A Irmandade da Adaga Negra.
Fica muito difícil fazer uma resenha sem que algum spoiler saia, por isso, normalmente, faço as resenhas desta série em forma de tópicos. Mas vamos mudar um pouquinho. Só leia esta resenha se você estiver em dia com a série, tendo lido o livro anterior a este, THE BEAST (A BESTA, em português, que, por sinal, ODIEI o título escolhido em voto popular na página da editora. Mas, paciência...)

Este livro traz a história do casal - FINALMENTE!!! - Xcor e Layla, uma das Escolhidas da Virgem Escriba.

No livro anterior, Xcor havia sido capturado pela Irmandade. Mas quando ele foi atacado, acabou sofrendo uma concussão e entrou em coma.
A princípio ele foi levado para a clínica, na mansão, mas a maioria dos membros não achava seguro ele ser mantido lá, mesmo que estivesse desacordado. Foi quando Rhage sugeriu que ele fosse levado à Tumba.

Para quem não se lembra, a Tumba é um lugar sagrado, uma caverna, onde os membros da Irmandade fazem sua iniciação, cerimônias de casamento e onde guardam os frascos com os corações dos lessers.

Xcor era vigiado sempre por dois membros da Irmandade, fechados na caverna por um terceiro pelo lado de fora.

Ele finalmente recobra a consciência, mas por perceber que estava acompanhado, ele finge ainda estar em coma, e, com isso, ele ouve parte da conversa entre Vishious e Butch. 
Xcor fica sabendo que está com os dias contados. Ele foi mantido vivo apenas porque o Rei quer respostas. E ele sabia até quem teria o prazer em acabar com sua vida. Um dos Irmãos, Tohr.

Do lado de fora da caverna, Tohr andava como um leão enjaulado.
Desde que Wrath sofreu aquele atentado, um tiro no pescoço, e estava quase morrendo nos braços de Tohr, este havia jurado que quando pusesse as mãos em Xcor, faria-o pagar por ter dado a ordem.
A entrada de Tohr na caverna, então, estava proibida.
Mas acontece que além desse juramento de vingança, um outro episódio tornava Tohr ainda mais amargo naquela ocasião. Wellsie, sua primeira shellan, estaria completando 226 anos, e seu filho, um pouco mais de 2 anos. Tohr tinha muitas contas a ajustar.
Tudo bem que na época do assassinato de Wellsie, Xcor ainda não havia aparecido em Caldwell, mas o fato de ele ter se juntado à Glymera para derrubar o Rei, só fazia com que Tohr misturasse tudo no mesmo saco de raiva e ressentimento.

Planejando seu ataque, Torh havia pego uma cópia da chave da entrada da caverna numa das gavetas da sala do trono de Wrath.
Ele consegue entrar e quase alcançar a vítima. V o impede de dar cabo em Xcor, e é quando Tohr percebe, pela respiração, que Xcor fingia ainda estar em coma.

Enquanto isso, Layla, morta de preocupação e culpa, vivia seu inferno astral morando na mansão.
Os gêmeos haviam nascido, Lyric (em homenagem à mãe de Blay) e Rhampage já haviam saído da fase de perigo pós nascimento e estavam no quarto com a mãe. Layla era paparicada por Qhuinn, pai biológico das crianças, e por Blay, companheiro deste.

Qhuinn percebe que Layla não vinha agindo normalmente. Conversando com a Dra. Jane, eles chegam à conclusão que ela pode estar sofrendo de depressão pós-parto. Qhuinn até chega a pensar na possibilidade de que "a semente" dele tenha mexido com ela e que a depressão era culpa dele (isso ainda em base ao fato de ele se sentir inferior porque sempre foi tratado pela família assim. Qhuinn nasceu com a cor dos olhos diferentes um do outro - um azul, outro verde. E para o pessoal da Glymera isso era considerado uma anomalia, uma imperfeição).

Conversando com Layla, tentando ajudá-la, os assuntos acabam se desencontrando e ela confessa ter se encontrado com Xcor enquanto ainda estava grávida.

Qhuinn só viu vermelho na frente dele.

A partir daí, uma Layla diferente aparece.
Ela enfrenta Qhuinn de uma maneira que o próprio Wrath tem que intervir.
A briga é feia, com direito a tiros dentro da mansão. Qhuinn, sempre impulsivo, acaba falando algo que magoa Blay, que, apesar de entender as razões de Qhuinn, havia ficado do lado de Layla.
Qhuinn exige que os direitos de mãe de Layla sejam retirados por Wrath - e uma coisa que Wrath odeia é receber ordem de alguém...A não ser, é claro, de Beth, sua shellan.

Na confusão, Wrath ouve o lado de Layla na história e admite que Qhuinn está certo ao dizer que ela cometeu traição por confraternizar com o inimigo. Layla é expulsa da mansão.
Sobre seus direitos como mãe, junto ao advogado Saxton, Wrath determina que eles terão guarda compartilhada.

Apesar de ter sido retirada da mansão, aos olhos dos membros da Irmandade, Layla ainda é uma escolhida e, assim, precisa ser protegida, Ela é levada para uma outra propriedade, com toda a segurança colocada por V.
É nessa ocasião que ela entra em contato com Xcor que havia conseguido fugir da Tumba graças à impulsividade de Qhuinn.
V seguiu Layla e chegou perto do casal. 

Outra reviravolta acontece na história porque ao invés de V levá-lo de volta à Tumba para ser questionado por Wrath, V leva Xcor à mesma casa em que Layla estava, e conta isso a Wrath.

Wrath aparece lá e vê um Xcor mudado.
Será que ele realmente não estava mais interessado em tirar o trono dele?
A única forma de confirmar seria Xcor jurar lealdade a Wrath, e levando o resto do Bando de Bastardos a fazer o mesmo.
Xcor aceita, principalmente por causa de Layla, que ele diz tê-lo ajudado a mudar, e promete ir à procura dos seus Irmãos.

Mas havia aí um problema: Tohr tinha a promessa do Rei de que ele mataria Xcor e, agora, Wrath revogava essa ordem. Tohrn não gostou nada disso e, juntando-se com Qhuinn, que ainda estava com muita raiva por Layla ter colocado seus filhos em perigo, decidem desobedecer a ordem do Rei e caçarem Xcor.

Se antes Layla foi considerada traidora por ter confraternizado com o inimigo, o que seria de Tohr e Qhuinn ao desobedecerem uma ordem direta do Rei?

Mas como a autora sempre traz histórias paralelas, temos ainda mais três.

Uma delas diz respeito a Trez.
Faz três meses que Selena morreu. Ele ainda está devastado. Não quer a companhia dos Irmãos, na mansão; tentou se afogar no álcool, mas como ele é um Sombra, o efeito não foi o mesmo que acontece aos humanos; e transar com qualquer outra mulher, nem pensar. O jeito era se afogar no trabalho.

No Clube Shadows, apenas Xhex sabe do porquê da dor dele, mas ela nunca toca no assunto, o que ele se sente agradecido.
Seu irmão, iAm, agora dono de um restaurante, está feliz por ter encontrado sua companheira, a rainha dos Hisbe.

Lassiter, agora mais conhecido como cupido, aparece para Trez no Clube e o convida para jantar, na noite seguinte, no restaurante de iAm. Lógico que Trez diz que não vai, mas Lassiter sabe ser chato quando quer e Trez acaba decidindo ir de última hora.
Ao chegar no restaurante e se encaminhar ao escritório do irmão, como sempre fazia, surpresa das surpresas: Selena voltou!! Como? Leia.

A outra história paralela diz respeito à Virgem Escriba. Aquela que era para ser a divindade entre os vampiros, a Mãe de todos, a péssima mãe real de Payne e Vishous, sumiu. Ela deixou um recado visualizado apenas por V, dizendo que ela estava partindo e que deixara outra pessoa em seu lugar. Ela não diz quem seria essa nova divindade, mas ao longo da leitura você descobre quem é.

E tem ainda a questão do inimigo da Irmandade.
Nos livros anteriores, os capítulos eram alternados com o Ômega ou os ataques dos lessers, e seu terrível cheiro de talco.
Agora, o novo inimigo se chama Throe.
Ele fazia parte da Glymera, mas havia sido excluído por seus familiares. Ele se juntou ao Bando de Bastardos, mas acabou saindo também quando sua sede pelo poder, e tornar-se rei, mostrou-se maior que a de Xcor.
Throe é inteligente, se adaptou bem à modernidade do Novo Mundo, e ele conta com uma ajuda sobrenatural, pronta a montar um exército para ele. E confesso, isso será interessante nos livros futuros porque não vejo como a Irmandade vai conseguir vencer um exército de sombra.

No geral, esses são os temas fortes do livro. No entanto, há outos acontecimentos que podem mexer com o leitor, assim como mexeram comigo.

Sobre o personagem principal, sempre há uma retrospectiva de sua vida e conhecer a vida de Xcor é se emocionar.
Por conta de ter nascido com o lábio leporino, ele foi rejeitado por ambos os pais e tratado como bicho. Foi abandonado de vez aos nove anos, sozinho, numa floresta. Anos à frente, ele encontra o bando de Bloodleter e para entrar nele - por total falta de opção - ele sofre todo tipo de humilhação.
Esses fatores fazem com que ele se sinta sempre indigno de ter Layla, uma Escolhida, consigo.
E há uma revelação mais chocante ainda sobre a vida dele...

Dessa vez Autumn, a nova companheira de Tohr, aparece. 
Houve uma comoção muito grande na época em que a autora decidiu matar a companheira dele. Muitos leitores não concordaram, até mesmo porque ela sempre pontuou que quando um macho se vincula à sua companheira, é para toda a vida.
Mas daí, ela decidiu dar uma nova companheira a ele. Alguém que fazia parte do passado dele, quando jovem, e ele pensava ter morrido.
Eles ficam juntos. Duas almas feridas buscando sua redenção. Ok.
Mas acontece que Autumn é subserviente demais, e, sinceramente, não consigo acreditar no amor dele por ela (desculpa, Ward, mas não dá). Então, ou Autumn muda de atitude nos livros futuros ou some de vez. Porque do jeito que está, ela não faz a mínima falta.

V e Jane.
Gente, segurem os forninhos, porque o negócio aqui está feio.
Tem uma cena, inclusive, que dá a entender que V vai fazer algo que, desculpa, mais uma vez entra em conflito com o lance do macho vinculado.
Esse casal também deu pano para manga na época porque ela era humana, ele vampiro, mas a autora achou legal matar a personagem e trazê-la na forma de fantasma.



Pois é. O negócio ficou estranho, muitos leitores não gostaram, mas, com o passar do tempo, como ela torna-se médica da Irmandade e ajuda a salvar muitos deles pós batalhas, a gente se acostuma com a ideia.
Só que agora... Sei não... Tem divórcio entre vampiros?

O ritmo do livro é muito bom. A autora sempre consegue manter a aura de mistério até o capítulo seguinte.
Não tem cliffhanger em relação ao casal. O final é até legal e, detalhe, Fritz está muito feliz porque agora tem mais guerreiros para servir.
Personagens que não aparecem: Payne (é só citada); Marissa (é citada transando com o marido, no corredor); Mary e a filha.
Rhage também quase não aparece, o que me entristece porque ele com Lassiter são os palhaços de plantão.
Gente, e cadê BOO????

O livro tem o padrão IAD de ser, mas por que não dou 5 estrelas?
Porque parece que quando a série começa a ficar longa demais, a autora perde a mão em alguns detalhes e começa a se contradizer, e mais tarde tem que justificar o que se contradisse. E sinceramente? Não curti o lance de V.

E as capas...


Aff...medonhas. Não gostei de nenhuma das duas. Se a edição brasileira mudar, não vou ficar chateada nem um pouco.

4 estrelas.


8 comentários:

  1. Bem,concordo com tudo que vc escreveu. Estava doida pra ler esse livro que li todo traduzido pelo Google kkkkk. De tudo o que mais me chateia são as cenas de sexo dos dois, gente quando ele chegava perto e sugava seu sangue o cara virava bicho, daí, até que fim vão poder se amar e vem umas cenas sem explosões, nem fogo, nem nada... Mas amei o final, acho que o próximo livro será um belo grama de Vishous e Jane. Amo todos esses homens, mas se pudesse escolher o Vishous seria o macho humm...

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  2. Eu simplesmente odiei esse livro, achei que a Ward desconstruiu tanto os personagens que eles perderam a essência.
    E o que ela fez com o V???? Ele pensando em trair??? E o Wrath??? O Thor???
    O fim foi simplesmente patético.
    Pra mim foi o pior livro da série.

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    1. De fato, esse livro foi difícil de ler. Também acho que a autora já vem se perdendo há algum tempo, por isso, ela está tentando resgatar os primeiros leitores ao lançar a série do Legado...
      Também não engoli essa possibilidade de V trair a Dra Jane. Tudo bem que não gostei de ela ter morrido e virado fantasma (qual a necessidade disso??), mas já que ela existe e eles tiveram uma cerimônia de casamento, por que fazer isso agora?

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    2. Pois é, eu não gostei do fim que ela deu para a Jane, achei tão sem sentido. Por que o lance de vinculação é bem explícito na série, o macho é capaz de morrer pela fêmea, e a vida dele gira em torno dela, não sei de onde ela tirou a ideia do V trair.
      Ela disse na entrevista que não vai ter traição, mas vai ter muita treta entre o casal.
      Estou lendo Beijo de Sangue, e estou amando ver que ela está dando mais ênfase à Butch e Marissa.
      Beijokas.

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  3. Eu amo de paixão essa série, desde o primeiro livro que eu li, e uma das personagens que eu mais gostei, que era a Welsie, foi morta e não teve uma segunda chance, como a Mary, a Jane, a mãe da Xhex, e eu realmente me senti mega injustiçada por isso. Mas né... Fora essa parte em especial que eu particularmente detestei, a série é maravilhosa!!!!!!!

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  4. odiei o livro,ela acabou com o thor e qhuinn xcor sempre foi mau dai deu uma guinada e o whrat perdoou?ward acabou com o livro

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  5. Gente eu tô passada perplexa e com o coração em pedaços como assim esse lance do V? traiu a Jane? meu deus, me explica tô morta agora.

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  6. Eu particularmente, gostei muito do livro, as tramas, foram muitas reviravoltas pra um livro só.

    A história de Xcor e Layla, não me decepcionou, talvez as cenas de sexo,nesse livro foram mais "florzinhas" e não igual aos outros, mas talvez pela pureza do sentimentos.

    Não, ele não vai trair, ela fez uma entrevista com fãs, que fizeram essa pergunta, mas ela diz que vai algo sério , que os faz ficarem juntos e que vai ensinar aos dois uma lição.

    O problema, é que a Ward escreve esse livro, mas já tá 4/5 livros adiantada, e muitas vezes ela põe as coisas que só fazem sentindo muitos livros depois.

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