segunda-feira, 28 de março de 2016

Kylie Scott - Dirty (Dive Bar #1)





Ficha técnica: Dirty
Autora: Kylie Scott
Editora St. Martin's Griffin
Lançamento original: 19/abril/2016  PRÉ-LANÇAMENTO
Lançamento BR: ainda não
288 páginas
POV: primeira pessoa - Lydia
Gênero: Romance contemporâneo; Chick Lit

Protagonistas: Vaughan Hewson; Lydia Green
Local/ano: Couer d'Alene, Idaho/atual

"A última coisa que Vaughan Hewson espera encontrar quando retorna à sua casa de infância é uma noiva com o coração partido em seu chuveiro, e muito menos o drama e o caos que vêm com ela.

Lydia Green não sabe se incendeia a igreja ou senta e chora em um canto. Descobrir que o amor de sua vida está tendo um caso no dia do casamento é ruim o suficiente. Descobrir que é com seu padrinho de casamento é outra coisa muito pior. Ela escapa por pouco de se amarrar e conhece Vaughan apenas algumas horas mais tarde.

Vaughan é exatamente o oposto da imagem perfeita do empresário respeitado que ela pensou que se casaria. Este ex-músico que se tornou bartender é rude por fora e instável. Mas ela já tentou com um Sr. Certinho e descobriu que ele é tudo de errado, talvez seja a hora de dar  uma chance ao Sr-Não-Tão-Certinho-Assim.

Afinal, o que há de errado em se sujar um pouco?"


Minutos antes de entrar na nave da igreja e dizer o sim para Chris Delaney, o empresário do ramo imobiliário que lhe caía como uma luva, Lydia descobre que ela não era exatamente o tipo que ele buscava. Ou talvez fosse, apenas para tapar um buraco, ou calar rumores.
Acontece que Lydia recebe um video em que flagra seu quase-marido tendo sexo. Com o padrinho.
Desesperada, ela não pensa em enfrentá-lo ou aos convidados - dele, já que ninguém da família dela apareceu. Ela sai de fininho, pula o muro do salão de festas e vai se esconder em qualquer lugar.

Mas para onde ela iria vestida de noiva, sem bolsa, documentos ou dinheiro?
A primeira janela que ela encontra aberta de uma casa nas redondezas ela entra. Era o banheiro de uma casa que parecia estar sem os moradores. Encolhendo-se na banheira, Lydia fica ali durante algumas horas se autoapiedando e chorando.

Horas depois ela percebe que o morador chegou. Ele vai direto ao banheiro, tira a roupa, abre o chuveiro da banheira sem ter aberto a cortina e quando a abre, a supresa: uma noiva encharcada!

Vaughan havia passado a noite viajando; estava cansado, com sono; só queria saber de tomar um banho e dormir, mas deparou-se com a personificação da bizarrice em seu banheiro.
Como explicar uma mulher que mais parecia um merengue com a maquiagem borrada e molhada feito um pinto ali?

Lydia se explica - o que precisou de umas xícaras de café para ouvir aquela história.
Mas o melhor é um tempo depois quando o noivo dela, assim como outros convidados, vão parar à porta de Vaughan procurando-a e a confusão se arma com direito a ameaças de processo e polícia.

Agora, além de sem marido, Lydia descobre que toda a cidade sabia que o noivo era gay - inclusive Vaughan que havia estudado na mesma escola que Chris e também conhecia o suposto namorado do noivo - e estava sem trabalho.

Presa àquela cidade, Lydia precisava organizar suas coisas, buscar seus pertences no apartamento que morava com o ex-noivo agora e voltar para sua cidade natal.

Enquanto organizava a vida, ela foi ficando na casa de Vaughan, a convite dele.
Ele mesmo estava ali de passagem, com o objetivo de vender a casa que era dos pais dele.

Vaughan foi guitarrista de uma banda durante 10 anos. Estavam cruzando o mesmo caminho que tantas bandas, fazendo aberturas de shows para bandas maiores e já conhecidas; já gravavam cds. Mas dois integrantes decidiram seguir carreira em outro lugar e a banda original ficou à deriva.
Precisando de dinheiro, e querendo retomar a carreira, ele decide vender a casa que os pais deixaram. Depois da morte destes, Vaughan achou difícil viver ali. Sua irmã morava com Pat, o tatuador, e ele não aguentaria morar ali sozinho. Por isso ele convida Lydia a ficar com ele enquanto ele procurava um comprador para a casa.

Lydia acaba ficando e entrando no mundo de Vaughan. Conhece a irmã dele, Nell, uma das donas do bar Dive, famoso na região, que ficava próximo a um mall, onde tinha o estúdio de tatuagem de Pat e a loja de instrumentos de Andre Jr.
Numa noite particularmente difícil no bar, Lydia se oferece para ajudar como garçonete e se sai tão bem que é convidada a ficar. Mas com isso ela também conhece o resto da trupe e seus dilemas. Havia um bom número de confusão prestes a explodir entre eles.
Desde a noite desastrosa de seu quase casamento, Lydia se viu em meio a confusão mais vezes do que em toda sua vida, mas também fez amizades incríveis e pela primeira vez se sentiu fazendo parte de uma trupe. E para completar tinha o lindo Vaughan ali, dando maior asa a ela.

Mas ela sabia que tudo seria por pouco tempo. A princípio ela mesma pensava em partir daquela cidade, mas depois ela se pegou gostando das pessoas, de seu novo trabalho e quis ficar, mas Vaughan estava decidido a ir em busca de seu sonho em ser um grande roqueiro, assim como o pessoal do Stage Dive, banda amiga.

Enquanto isso, aproveitando o clima de tesão represado que sentiam, decidiram que poderiam curtir um ao outro sem envolvimento. E nessa curtição, novas descobertas sobre o que era de fato importante na vida e que talvez esta mesma estivesse dando uma segunda chance a cada um. Restava saber se eles entenderiam os sinais dados por ela...




O início do livro é super divertido com toda aquela confusão da fuga de Lydia, quando ela "cai de paraquedas" na casa de Vaughan e mais ainda quando ele a encontra dentro de sua banheira (preciso dizer que quando ele abriu a cortina da banheira e a encontrou lá, ele já estava devidamente nu para o banho?)
Entretanto, um pouco depois disso fiquei um pouco perdida sobre a história de quem a autora estava querendo enfocar; se era na história do casal Vaughan-Lydia ou Pat-Nell.

O ritmo ficou rápido demais, enredo pouco explorado com a problemática que cada um já trazia da vida e o final, apesar de não ter cliffhanger, decidiu-se rápido demais tudo.
Mas para mim o pior - o que é estranho porque deveria ser a melhor parte - eram as cenas em que o casal ficava junto.
Bom, o nome do livro é Dirty (sujo). Você subentende que como Lydia sempre levou a vida toda certinha, toda planejada e ainda assim ela se deu mal ao descobrir a cafajestada do noivo praticamente na porta da igreja, estava na hora, então, de sair do roteiro e tentar improvisar. Por que não ficar com um cara lindo, alto, tatuado, gostoso, roqueiro, legal, tudo sem compromisso?
Beleza, mas o problema era quando eles "se pegavam". 
Deixa eu explicar, pelo menos em mais de uma ocasião eles transaram quando pelo menos um deles havia chegado em casa, depois de um dia inteiro de trabalho e fizeram de tudo. SEM BANHO!



Nem vou entrar em detalhe sobre o que fizeram, deixo para sua imaginação. Não deu, gente! Tudo bem que o nome do livro é dirty, mas se eu soubesse que a sujeira era essa... esquece.
História fraca, ritmo rápido, o que foi um desperdício porque os personagens eram interessantes com dilemas interessantes.

Quanto ao lance das duas capas, em locais diferentes você encontra um dos modelos. Eu prefiro a que o bartender está sozinho e mais próximo.
A série prometia, mas deixou a desejar.

3 estrelas

*ARC cedido em parceria para o book tour internacional.

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