domingo, 31 de março de 2013

Gail Carriger - Alma? [O Protetorado da Sombrinha #1]



Ficha técnica: Alma? (Soulless)
Autora: Gail Carriger
Editora Valentina
Lançamento original: 2009
Lançamento BR: 2013
307 páginas


URBAN FANTASY. STEAMPUNK.

"Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas (embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Em primeiro lugar, ela não tem alma. Em segundo, é solteirona e filha de italiano. Em terceiro, acaba sendo atacada sem a menor educação por um vampiro, o que foge a todas as regras de etiqueta.
E agora? Pelo visto, tudo vai de mal a pior, pois a srta. Tarabotti mata sem querer o vampiro ― ocasião em que a Rainha Vitória envia o assustador Lorde Maccon (temperamental, bagunceiro, lindo de morrer e lobisomem) para investigar o ocorrido.
Com vampiros inesperados aparecendo e os esperados desaparecendo, todos parecem achar que a srta. Tarabotti é a responsável. Será que ela conseguirá descobrir o que realmente está acontecendo na alta sociedade londrina? Será que seu dom de sem alma para anular poderes sobrenaturais acabará se revelando útil ou apenas constrangedor? No fim das contas, quem é o verdadeiro inimigo, e... será que vai ter torta de melado?"


Antes de começar a falar propriamente no enredo do livro, tenho que fazer algumas considerações sobre o tipo dele.
Este livro é classificado como sendo "steampunk". Confesso que apesar de ler muito e todos os estilos literários, ainda não havia ouvido falar nesse nome. Então, fui pesquisar na internet:

Segundo o Wikipedia:
Steampunk é um subgênero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fama no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Trata-se de obras ambientadas no passado, ou num universo semelhante a uma época anterior da história humana, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real, mas foram obtidos por meio da ciência já disponível naquela época - como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor. É um estilo normalmente associado ao futurista cyberpunk e, assim como este, tem uma base de fãs semelhante, mas distinta.
O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época.

Vivendo e aprendendo... Já tinha lido outros livros desse gênero, mas ainda não tinha dado o nome ao santo.

Acontece que este livro é bem maluquete mesmo; definição melhor para o "steampunk".
Sua história se passa na época da Rainha Vitória. Os seres sobrenaturais finalmente haviam sido aceitos (sempre com ressalvas) pelos humanos e circulavam livremente pela sociedade.
Havia até mesmo um departamento que se portava diretamente à Rainha, o DAS (Departamento de Assuntos Sobrenaturais) no qual todas as criaturas não humanas tinham uma ficha com suas credenciais. Cada novo vampiro, fantasma ou lobisomem que surgisse na cidade de Londres deveria ser notificado e fichado. O chefe desse departamento era um lobisomem, o Conde Conall Maccon.

Nossa heroína entra na categoria de ser sobrenatural, teimosa e comilona.
A srta. Alexia Tarabotti era uma humana, filha de mãe inglesa e pai italiano. Desse casamento inconsequente de sua mãe, deu uma menina de cabelos negros, pele morena, inteligente, temperamental, teimosa, com um nariz um pouco grande, além de seios e quadris, para os padrões de beleza ingleses... e sem alma. Por causa dessa sua particularidade, ela tinha a capacidade de neutralizar os outros seres. Ou seja, ao tocá-la, um vampiro perdia as presas e o lobisomem voltava a se tornar homem. Mas isso não era uma informação da qual ela compartilhava por aí. Ninguém de sua família sabia. Apenas o seu pai, já falecido, que também possuía esse dom.

Nossa mocinha, não tão indefesa assim graças à companhia de sua inseparável sombrinha com ponteira de prata, se vê envolvida num assassinato ao quase ser mordida por um vampiro faminto demais. Para descobrir quem era o tal vampiro, por que ele estava naquele lastimável estado de fome e quem estava fazendo desaparecer uma série de vampiros e lobisomens errantes, Alexia passa a ajudar a equipe do DAS nas investigações.

Gente, tem muita maluquice junto, mas, ao mesmo tempo, é tão divertido.
A começar pela protagonista que não é uma mocinha mosca morta. Depois, o seu interesse um tanto romântico (eu disse que ela já era considerada uma solteirona em seus 26 anos de vida?) por um certo lobisomem lindo. E ainda tem o seu melhor amigo, um vampiro que se veste totalmente escalafobético, em cores berrantes, e nunca a chama pelo nome, mas lhe dá os mais variados apelidos.

No início da leitura fiquei um tanto perdida sem saber se estava gostando ou não da leitura. Mas não conseguia deixar o livro de lado. Quando o bate boca entre ela e o lobisomão começou, e você nota que começa a rolar um clima, ahahahahah, não tive como largar mesmo!!

Espero sinceramente que a editora lance os outros 4 livros:


As capas são bem legais. E em cada volume um novo objeto recebe o foco. No primeiro é sua sombrinha; no segundo é o dirigível (ela morre de vontade de andar num desse), e por aí vai. Quanto à modelo das capas, apesar de eu gostar das roupas, não achei a modelo bonita. Alexia pode não ter o padrão de beleza exigido da época, mas na minha cabeça ela é mais bonita que na foto...
Quanto ao galã do livro, Conde Maccon, encontrei na internet uns esboços de como o imaginam (tem mangá deles!!!! ahahahahahaha):





Bom, como deu para perceber, fiquei bem entusiasmada pela série. E isso porque comprei o livro sem nenhuma pretensão. Apenas porque vi uma amiga (a cronista do blog Alquimia dos Romances, Rosi Uehara) falando várias vezes que queria lê-lo. Valeu a indicação, Rosi!!

Abaixo capa original e do mangá:





sexta-feira, 29 de março de 2013

Cecelia Ahern - O Livro do Amanhã



Ficha técnica: O Livro do Amanhã (The Book of Tomorrow)
Autora: Cecelia Ahern
Editora Novo Conceito
Lançamento original: 2010
Lançamento BR: 2013
367 páginas

"Nascida no luxo, Tamara Goodwin, de 16 anos, nunca precisou olhar para o amanhã, até que a morte abrupta de seu pai deixa a ela e a sua mãe uma montanha de dívidas e as obriga a se mudarem para a casa dos tios de Tamara, em um vilarejo no interior. Solitária e entediada, a única diversão de Tamara é uma biblioteca itinerante. E ali, ela encontra um livro muito misterioso. Tamara vê inscrições com sua própria letra e datadas para o dia seguinte. Quando tudo acontece exatamente como o livro previa, ela percebe que pode ter encontrado a solução para seus problemas. No entanto, Tamara descobre que é melhor não virar algumas páginas e que, apesar de muito tentar, não pode mudar o destino."



ROMANCE CONTEMPORÂNEO.

Profundo. É o que posso começar a dizer da sensação que tive ao ler este livro.
Ele é um pouco diferente do anterior que li, da mesma autora, A Vez da Minha Vida. O outro já começava a história com diálogos da personagem principal e a estranha visita que recebera. Neste, temos bastante narração por parte da protagonista.

A história de Tamara é intrincada, mas, ao mesmo tempo, a história dela não é dela e tudo é um grande suspense. Sim, porque neste livro a pitada de suspense é grande, e ouso dizer que tem até mesmo tentativa de assassinato!!

Tamara é a típica riquinha chata, cheia de vontades e rebelde sem causa. Só depois da morte do pai, ela passa a reavaliar sua vida. Até porque sua vida estava mais do que destroçada. Ela não perde só o pai, mas também a casa em que viviam, a vida social, as ditas amigas, a escola... Seu novo local de moradia era lá nos cafundó do boi, num lugar sem comércio, sem vida noturna, e praticamente sem vizinhos.

O mais surpreendente é o livro que dá nome ao livro. Na verdade é um diário, esquecido entre livros de uma biblioteca itinerante. Mas esse diário era especial. Ela, Tamara, não havia escrito uma única linha nele, mas, de alguma forma, a cada dia, sua letra aparecia ali, contando-lhe tudo o que tinha acontecido...no dia seguinte. Maluco, não? Mas é baseada nessa experiência que ela passa a pensar antes de fazer determinadas ações, e até mesmo a mudar determinadas decisões. E é assim que um grande segredo vem à baila.

Achei que a história demorou um pouco a pegar... O livro mesmo só aparecendo na página 84, e ela só começa a lê-lo finalmente na página 132. Mas mesmo assim a história rola.
O suspense mais adiante é o chamariz para te prender ao livro. O que Rosaleen tanto queria esconder? Por que Arthur nunca abria a boca? E quem era o fantasma misterioso do castelo?

Mais um romance ambientado na Irlanda, terra natal da escritora. E apesar de a história do livro não se tratar do lugar chamado Killeen Castle, ele foi a fonte de inspiração à autora.



O livro surpreendeu porque a princípio pareceu um livro para adolescentes, meio bobo, quase um chick lit, mas com o passar da leitura ele tornou-se mais encorpado, adulto por assim dizer, e bem envolvente.
Um livro que te faz (re)pensar em suas atitudes nesta vida, mas de uma maneira não acusatória. Cecelia Ahern tem essa habilidade. Você nunca termina um de seus livros sem dar um profundo suspiro...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Adaga Negra #11 no Brasil | Anúncio da Editora Brasileira

Foi anunciado hoje pela editora UNIVERSO DOS LIVROS a época do lançamento no Brasil do 11º livro da saga IRMANDADE DA ADAGA NEGRA.



Agora o negócio é esperar até lá - provavelmente na BIENAL do RJ.


Romances de Época | Editora Arqueiro | Capas

E vamos a mais uma postagem que hoje a Blogsfera está cheia de novidades!!!!

A EDITORA ARQUEIRO disponibilizou as capas de seus romances de época a serem lançados na segunda quinzena de abril.
As autoras são LISA KLEYPAS, MADELINE HUNTER e JULIA QUINN.

O livro de Julia Quinn, "O Duque e Eu" faz parte de uma série chamada "Família Bridgerton, com 8 volumes.
As capas estão lindas e nós, leitoras, agradecemos à Arqueiro por ouvir nossas solicitações, pois, estávamos órfãs de bons livros históricos no país.


Trecho de Entwined with You (#10)



A autora SYLVIA DAY liberou mais um trecho do terceiro livro da série "TODA SUA", a ser lançado no meado do ano. Este já é o 10º trecho liberado (é, andei perdendo alguns rsrsrsrs)

Texto original em http://www.sylviaday.com/2013/03/27/entwined-snippet-10/:

Brett smiled. “Don’t go anywhere.”
He bounded off. Cary and I walked over to the tent bearing the Vidal Records logo. Protected from the crowds by private security, it was a tiny oasis in the madness of Times Square.
“Well, baby girl, you’ve got your hands full with him. I forgot how it was with you two.”
Was being the operative word,” I pointed out.
“He’s different from before,” he went on. “More… settled.”
“That’s great for him. Especially with all that’s going on in his life right now.”
He scoped me out. “Aren’t you even the slightest bit interested in seeing if he can still bang you brainless?”
I shot him a look. “Chemistry is chemistry. And I’m sure he’s had plenty of chances to bone up on his already fabulous skills.”
“Bone up, ha! That’s punny.” He waggled his brows at me. “You seem solid.”
“Ah, now that would be an illusion.”
“Well, look who’s here,” he murmured, turning my attention to Gideon, who was approaching with Ireland at his side. “And heading straight toward us. If there’s a brawl over you, I’m watching from the bleachers.”
I shoved at him. “Thanks.”
A tradução foi liberada no facebook na página dos seguidores da série CROSSFIRE BRASIL, realizada por JAQUELINE SANTANA E LIVROS E CITAÇÕES, com revisão de THALITA CARDOSO.
Obrigada à equipe por disponibizar para todos os fãs.

Brett sorriu. “Não vou a lugar algum.”

Ele saiu. Cary e eu andamos até o stand com o logo da Vidal Records. Protegidos do tumulto pela equipe de segurança, era um pequeno oasis em meio a loucura da Times Square.

“Bom, garota, você o tem na palma da mão. Eu já tinha me esquecido de como eram as coisas com vocês dois.”

“Como as coisas ‘eram’, disse bem”, eu destaquei.

“Ele está diferente de como era antes”, ele continuou. “Está mais... resolvido.”

“Isso é ótimo pra ele. Principalmente com tudo que está acontecendo na vida dele agora.”

Ele me encarou. “Você não tem o mínimo interesse em saber se ele ainda seria capaz de te deixar maluca?”

Eu o encarei de volta. “Química é química. E eu tenho certeza de que ele teve muitas chances de aperfeiçoar suas já incríveis habilidades.”

“Aperfeiçoar, rá! Isso é ridículo”. Ele ergueu suas sobrancelhas para mim. “Você parece decidida”.

“Ah, isso sim seria uma ilusão.”

“Bem, olhe quem está aqui”, ele sussurrou, desviando minha atenção para Gideon, que estava se aproximando com Ireland ao seu lado. “E vindo direto na nossa direção. Se vocês começarem a brigar, vou assistir de camarote.”
Eu o empurrei. “Obrigada.”

Lembrando que os trechos liberados pela autora ainda podem sofrer alteração ou serem retirados na revisão final.



Enquanto WALKING DISASTER não vem...



As fãs de Jamie McGuire estão nervosas (inclusive eu!) com toda essa espera para o lançamento do livro 2 da série BEAUTIFUL, WALKING DISASTER.

Aqui no Brasil o lançamento está previsto para o meado do ano, enquanto nossas hermanas lá de fora terão a oportunidade de tê-lo nas mãos já na próxima semana, dia 2 de abril (um dia após o aniversário de Travis Maddox, lembram-se?)

Mas como estamos na era da informática, onde tudo pode ser compartilhado, encontrei uma resenha em um blog (http://www.shebookblogs.com/tag/jamie-mcguire/), aprovada e autorizada pela própria autora em sua página no facebook.

Portanto, meninas, preparem-se para saber algumas coisinhas...
Não se preocupem, nada de spoilers fortes. De qualquer forma, já sabemos o que acontece na história, com a única diferença de que neste livro tudo é contado a partir do ponto de vista de Travis.

"As últimas palavras da mãe de Travis para ele antes de sua morte foram “AME FEROZMENTE e LUTE COM MAIS FEROCIDADE AINDA” . Travis nunca tinha se apaixonado antes de conhecer Abby. Abby não quer um relacionamento com um cara como Travis já que ela teme que será apenas uma vida como a que ela teve junto de seu pai (apostas e bebedeiras). No entanto, esses dois não podem mudar o que eles sentem um pelo outro, dois indivíduos muito complexos tentando fazer isso funcionar.
Abby pode parecer cruel e não compreensiva em algumas cenas em Walking Disaster, mas é por isso que é importante ler Belo Desastre primeiro, para entender porque ela faz o que  faz em Walking Disaster.
Quando li pela primeira vez Beautiful Disaster no verão passado, eu adorei, mas tinha tantas perguntas sobre os pensamentos de Travis e sentimentos durante algumas cenas... Minhas perguntas foram sobre a noite em que  Travis trouxe as duas meninas para casa quando Abby foi morar com ele por um mês (após a aposta); na manhã depois da noite em que eles passaram juntos e ela foi embora; e tudo o que aconteceu em Las Vegas. Todas essas cenas foram muito bem escritas e muito intensas, mesmo que eu soubesse o que ia acontecer.
Uma coisa que eu sempre admirei sobre Jamie McGuire escrever Beautiful Disaster era que para ela não bastava escrever uma história de amor simples sobre Travis e Abby. Ela fez um trabalho incrível, tendo os leitores em mente durante todas as suas jornadas, de uma maneira que só um escritor incrível pode fazer. Jamie McGuire tinha uma grande imaginação para uma história e escreveu lindamente.
Quando cheguei a 82% de Walking Disaster, eu estava ficando um pouco deprimida porque essa história ia acabar logo. Eu amo e odeio esse sentimento.

 Eu fiquei incomodada com algo? NÃO. Adorei cada palavra.
 Senti conexão com os personagens? SIM.
 Vou reler? Definitivamente.
 Ritmo da história: Perfeito.
 Pontos Positivos: Ponto de vista de Travis. Eu acho que se os leitores tiveram problemas com a maneira que Travis atuou em Beautiful Disaster, eles vão compreender suas ações / comportamento, que só vai fazer você apreciar e amar a história mais. O prólogo e o epílogo só foram fenomenais.
 Negativos: Que a história de Travis e Abby terminou. No entanto, tenho esperança de que haverá sequência com os irmãos Maddox! Um apelo para Jamie McGuire.
 Eu recomendaria? ALTAMENTE. Não haverá arrependimentos na leitura desta série."

E então, meninas, o que acharam? Travis ganhou mais uns pontinhos.  ;)





Georgette Heyer - Venetia e o Libertino



Mais uma escritora que adoro a qual ainda não tinha tido oportunidade de resenhar. Eis minha chance com o relançamento de seu livro VENETIA E O LIBERTINO.

Ficha técnica: Venetia e o Libertino (Venetia)
Autora: Georgette Heyer
Editora Record
Lançamento original: 1958
(Re)Lançamento BR: 2013
335 páginas

"Quando a bela e voluntariosa Venetia e o bonito e leviano Lorde Damerel se apaixonam, inevitavelmente resultam complicações dos mais inesperados e divertidos tipos. E de fato se apaixonam, muito para o deleite do leitor completamente distraído, que não deixa de divertir-se compartilhando de suas escapadas fascinantes."




ROMANCE HISTÓRICO. CLÁSSICO.


Romance ambientado na Inglaterra de 1818.
Venetia era a filha mais velha de um homem austero, solitário, que recolheu-se completamente da vida após a morte de sua esposa, deixando todo o cargo e responsabilidade de cuidar dos dois irmãos menores em cima da única filha.
Crescendo trancafiada numa propriedade rural, Venetia não conheceu a frívola vida da temporada de Londres nem mesmo quando chegou à idade de debutar. Agora, aos 25 anos, três anos após a morte do pai, morando sozinha na enorme propriedade com os empregados e seu irmão caçula Aubrey, ela passará por sua maior tentação: não deixar-se envolver pelo charme de um libertino. Mas será que ela quer realmente fugir?

Lord Jasper Damerel era conhecido como o Barão Malvado. Sua fama o precedia por ter, aos 22 anos, fugido do país com uma mulher casada. Dezesseis anos depois ele retorna à propriedade onde crescera, e levanta todo o tipo de suspeitas de seus vizinhos do porquê de seu retorno inesperado.

Venetia e Damerel encontram-se pela primeira vez por acaso. Mas parece que o destino lhes prega uma peça ao ser Damerel a pessoa a encontrar o irmão de Venetia caído e machucado na estrada, e ajudá-lo, forçando Venetia a passar a frequentar a sua casa. E nesses encontros, com tantas conversas e momentos a sós, tudo pode acontecer...

capa da 1ª edição - 1958


Gosto muito da maneira com que Georgette Heyer leva os seus personagens. Ela consegue num único e longo parágrafo contar as principais características e histórico de vida de um personagem, posicionando o leitor no tempo e no espaço da cena que se passa.
Seus personagens têm uma riqueza incrível, mesmo aqueles de péssima reputação.
Neste livro você encontra a mocinha não boba ou submissa; o irmão covarde; o outro irmão gênio; os empregados alcoviteiros; o vizinho orgulhoso e outro, apaixonado; a mãe relapsa; o pai autoritário e, claro, o mocinho canalha. Todos eles são pintados numa aquarela de cores vivas.

Muitos leitores gostam de comparar o estilo de escrita de Georgette Heyer com Jane Austen. Sim, talvez haja algumas semelhanças, porque mais do que escreverem apenas romances, ambas preocupavam-se em expor uma crítica social dos personagens do tempo descrito.
Porém, pela época em que Georgette escreveu seus livros, ela foi um pouco mais além na área "romance". Enquanto os personagens de Jane Austen degladiavam-se com palavras e mal tocavam as mãos numa dança, os de Georgette já experimentavam os ímpetos da paixão. Duvida? Leia este trecho de "Venetia":


"Antes que ela se recuperasse do susto de ser abordada daquele jeito, ele passou o braço à sua volta e jogou para trás sua touca de sol. Mais zangada do que amedrontada, ela tentou empurrá-lo. Porém ele não lhe deu a mínima e apertou-a ainda mais, com os olhos lampejando.
-Mas ela é a imagem da beleza...!
Venetia foi beijada com fúria. Seu rosto ficou rubro, os olhos brilharam, e ela tentou tenazmente desvencilhar-se dos braços mais fortes que já havia encontrado, o que fez Damerel rir." (pag. 33)


Isso você não encontra num romance de JA...

A história surpreende. Não espere uma mocinha recatada, infeliz, chorosa, que fica em casa esperando pela sua felicidade. Sim, ela abriu mão de várias coisas em sua juventude em prol de seus irmãos, em especial o caçula, mas ao ver-se numa situação em que teria que tomar uma série decisão, ela não titubeia. A forma com que ela dá a volta por cima é gloriosa, típica de uma heroína de Heyer.


Este é um livro para ser saboreado do princípio ao fim. Os diálogos de Venetia com seu irmão Aubrey são deliciosos desde a primeira página. Uma escritora para se ter na estante sempre. Um livro que não precisa de vários "tons" para prender sua atenção...

Abaixo, a capa da edição em português lançada pela Record anteriormente, e a seguir, as muitas capas de Venetia desde seu lançamento.








terça-feira, 26 de março de 2013

J.R.Ward - Lover at Last (Black Dagger Brotherhood #11)



Ficha técnica: Lover at Last (BDB #11)
Autora: J.R.Ward
Editora NAL
Lançamento original: 2013
Lançamento BR: previsão para 2013
608 páginas

"Qhuinn, filho de ninguém, está acostumado a ser sozinho. Repudiado por sua linhagem, evitado pela aristocracia, ele finalmente encontrou sua identidade como um dos lutadores mais brutais na guerra  contra a Sociedade Lesser. Mas sua vida não está completa. Mesmo que a perspectiva de ter uma família própria esteja ao alcance,  ele se sente vazio por dentro, ao entregar seu coração a outro...

Blay, depois de anos de amor não correspondido, transferiu os sentimentos que tinha por Qhuinn. E já era hora: parece que Qhuinn encontrou o seu par ideal em uma fêmea Escolhida, e eles vão ter um bebê. É difícil para Blay ver o novo casal junto, mas construir sua vida baseada num sonho, é esperar que uma desilusão aconteça. E Qhuinn precisa lidar com alguns problemas sombrios antes que ele possa avançar...

O destino parece ter levado esses soldados vampiros em direções diferentes. Mas como  a corrida da batalha sobre o trono se intensifica, e os novos jogadores na cena de Cadwell criam um perigo mortal para a Irmandade, Qhuin finalmente descobre a verdadeira definição de coragem,  e  dois corações que estão destinados a ficar juntos, tornam-se um."



LITERATURA FANTÁSTICA-ERÓTICA.



SPOILER
SPOILER
SPOILER

O lançamento do livro INFELIZMENTE não foi em nível mundial. Por isso nós, leitoras brasileiras, teremos que esperar mais alguns meses até que nossa versão pinte por aqui.

Entretanto, há aqueles que têm a oportunidade de ler no original em inglês tão logo a versão original foi lançada. Não estamos aqui para nos gabar por isso. Juro que estava torcendo que o lançamento brasileiro fosse simultâneo, porque não tem graça você ler um livro e não ter com quem comentar, não é verdade?
Mas já que isso não ocorreu, vou fazer minha resenha e, desculpe, galera, não tem como não soltar um spoiler aqui ou acolá. Por isso, se você não quer saber absolutamente de nada do livro, pode parar de ler AGORA.

Comecemos...

A CAPA

Bom, eu gostei bastante da capa original. O modelo é um gato. E apesar de não ter a tatuagem da lágrima no rosto, você consegue identificar que ele representa o Qhuinn porque tem cada olho de uma cor.
Pergunta: Por que muitas das capas originais trazem o casal protagonista, mas esta aqui não? Vou dar a explicação que EU acho que ocorreu...
Primeiro, acho que rolou sim um certo receio de colocar dois homens na capa. Para quem acompanha a saga, sabe que este livro traz a história de 2 guerreiros HOMENS que são apaixonados um pelo outro há bastante tempo. Um deles sempre assumiu a paixão, o outro ainda está em sua descoberta. 
A própria Ward em entrevistas antigas admitiu que tinha receio de escrever um livro com a conotação homossexual tão acentuada. Sim, porque sabemos que Vishous e Z tiveram em suas vidas passagens nessa área, mas os dois sempre mostraram suas preferências pelas fêmeas e até arrumaram suas companheiras. Aqui não tem nada disso. São dois homens grandes, fortes, lindos e viris, pronto e acabou.
Depois, quando você ler o livro, vai perceber que a história é totalmente voltada no Qhuinn. Seu passado, o fato de ter sido repudiado por sua família por não ser "perfeito" (leia-se ter um olho de cada cor), até mesmo os empregados de sua casa o evitavam!! Desde o início, no prólogo, a atenção é voltada para ele e sua busca de um lugar ao sol (não exatamente ao sol porque eles não podem sair de dia...). Portanto, nada demais a capa trazer apenas ele e não os dois.

O ENREDO

Lembrando um pouco, no livro anterior Qhuinn salvou o Rei Cego, Wrath, de uma maneira fantástica, perdeu a família para os lessers, acabou por descobrir que era apaixonado por Blay há um bom tempo e perdeu-o porque Blay cansou de esperar e acabou envolvendo-se com o primo de Qhuinn, Saxton. Há também o caso da Escolhida Layla, que foi afetada pelo período de necessidade de No'One/Autumn, e pediu a Qhuinn que se deitasse com ela para que ela engravidasse.

Neste livro Layla realmente está grávida, mas tem o perigo de perder.
Saxton e Blay começam bem no romance, mas o primeiro sabe que Blay continua apaixonado por Qhuinn. E o que é pior: Saxton apaixona-se por Blay, tornando o relacionamento deles insustentável. O jeito então é se separar.
Pelo ato de bravura de Qhuinn ao salvar o Rei, Wrath pede a Saxton, como novo advogado da Irmandade, para pesquisar na Antiga Lei se há alguma forma de transformar Qhuinn em um dos Irmãos. Acontece que pela lei isso só poderia acontecer se você fosse da realeza ou se tivesse nascido por uma das Escolhidas. Apesar de a família de Qhuinn ser rica, ele não se encaixava em nenhuma das duas situações... E neste livro há mais uma situação em que Qhuinn torna-se o herói do dia. Não vou contar como, mas acredite, é espetacular a façanha. 

Quanto aos inimigos, os lessers nem aparecem tanto, mas o Ômega continua aprontando das suas. Pelo que parece há um novo tipo de arma usada pela Sociedade Lesser, que eu chamo de gosmenta. Ela começa a aparecer neste livro, mas acredito que será melhor explorada nos próximos. Isso inclusive, envolve uma parte importante em relação ao próprio Qhuinn. O surgimento de alguém de seu passado...

Além dos lessers, não podemos esquecer que ainda há os Bastardos tentando matar Wrath e usurpar de seu trono. Há várias cenas IMPORTANTES onde eles aparecem. Novas alianças sendo feitas... E também a questão de que Xcor está apaixonado por Layla e descobre que ela está grávida. E vamos e convenhamos, ela também arrasta uma asa por ele.

Uma nova admissão ocorre na casa da Irmandade. Lembram-se dos irmãos Sombras, aqueles que trabalhavam com Revh em sua casa noturna? Pois bem, por uma história paralela com eles, e também por eles sempre apoiarem a Irmandade quando Revh pede sua ajuda, eles vão morar na mansão com os Irmãos. Como um deles, o Trez, se apaixona por uma das Escolhidas que encontra na colônia onde o Primale (Phury) fica com elas e onde Revh se refugia de tempos em tempos, acredito eu que o próximo livro seja sobre eles dois (Trez e Selena). A não ser que a Ward dê um salto no tempo e faça com que o próximo livro seja de Layla e, provavelmente, Xcor. Mas como os guerreiros oficiais da Irmandade já estão todos com seus devidos companheiros, e os Bastardos ainda estão do lado contrário, acho que Trez é uma aposta mais segura. Mas veremos... a titia Ward pode ter uma carta na manga.

Além dessa possibilidade, há também a questão de uma futura gravidez da Rainha (sim, porque apesar da opinião contrária de Wrath, Beth anda aprontando das suas para engravidar). E não esqueçamos que, numa entrevista dada há algum tempo, Ward disse que próxima à gravidez de Beth, Rhage e Mary também teriam um filho (milagre? Adoção? Não sabemos ainda). Isso tudo pode estar bem breve de acontecer (2014 talvez?)...

Aparições raras: Lassiter (fez falta. Adoro o bom humor dele. E mesmo aparecendo pouco, conseguiu irritar V e Butch); Bella, Ehlena, Marisa (reunião do conselho); Xhex (pelo visto ela só ajuda a Irmandade quando pedido, mas não faz parte mais da equipe que sai toda noite a lutar).

Quem não apareceu: Mary, Autumn, Cormia, Virgem Escriba.

O ROMANCE

Esta é a parte mais aguardada, porque acima de ser um romance homossexual, é uma história de amor.
Quem acompanha desde o início, na verdade, nem se lembra - ou se incomoda - que trata-se de dois rapazes amigos, que conheceram-se em sua fase pré-transição, que se apoiaram em várias ocasiões e agora, vivem um amor conturbado.

Há muito Blay sabe o quanto está apaixonado por Qhuinn. Mas Q era um caso complicado. Sua família o desprezara, depois finalmente sua família morreu, ele foi aceito na Irmandade e colocado como "guarda-costas" de John Matthew (uma forma que o Rei encontrou de preservar a vida de Q já que ele havia feito algo errado, mas em defesa de John. E como este é irmão da Rainha Beth, logo ele é da realeza, tendo, portando, direito a uma escolta especial).
Qhuinn era um ótimo lutador e não tinha medo de encarar o perigo. Por isso a sua ousadia na maneira que fez para ajudar o Rei a escapar de uma emboscada e salvar-lhe a vida.
Mas por tudo que havia sofrido na vida, ele ainda carregava uma mácula: não conseguia se livrar da desaprovação de sua família. E mesmo descobrindo-se apaixonado por Blay, e sabendo que o havia perdido para o seu primo almofadinha-advogado Saxton, ele não conseguia se declarar. E depois, quando tentava fazê-lo, havia tantos mal entendidos que ficava difícil falar.

Tem certos momentos que o envolvimento dos dois parece uma grande novela mexicana. Não no mau sentido, mas porque quando tudo parecia que ia se resolver, algo extra acontecia. Bem enervante...

Blay continua sendo aquele cara boa praça, de bom coração, que apesar de sofrer as pitangas por ver Qhuinn e Layla juntos, e mais ainda por ela estar grávida dele, ainda assim ele a ajuda toda vez que é necessário. Um fofo.

Apesar de todo o vai e vem e das confusões no meio do caminho, é de se esperar que tudo se resolva bem. 
Tirando a morte de Wellsie (desnecessária) e o fato de ter matado a companheira de V transformando-a numa fantasma (mais desnecessário ainda!), até hoje, todos os casais na Irmandade terminaram juntos. Portanto, não há porque a gente pensar o contrário aqui.

O final é uma graça, romântico e digo, até surpreendente (vamos descobrir ou talvez comprovar, que apesar do excesso de testosterona presente naquela casa, ninguém é homofóbico e mais ainda, o Rei é um romântico incurável).

Um detalhe a mais: a família de Blay é nota Um Milhão!!

Isso é o basicão.
Espero não ter estragado MUITO a ansiedade de vocês. Dei várias dicas, mas não entreguei todo o ouro.

E para terminar num clima bem alegre, nada como uma musiquinha, não escolhida por mim, mas pela própria tia Ward, de JOURNEY, "Dont Stop Believin' ". E se você achou a escolha dessa música meio GLEE (ahahahahahaah..), dê uma olhada na segunda parte da letra:

NÃO PARE DE ACREDITAR

Estranhos esperando
Subindo e descendo a rua
Suas sombras procurando pela noite
Pessoas paradas nas ruas
Vivendo apenas para encontrar emoção
Se escondendo em algum lugar na noite

Dando duro pra ter o que quero
Todos querem uma emoção
Pagando qualquer coisa para rolar os dados
Só mais uma vez

Alguns ganharão, alguns perderão
Alguns nasceram para cantar blues
Oh, o filme nunca acaba
É assim sem parar sem parar sem parar

Não pare de acreditar
Se prenda naquele sentimento




segunda-feira, 25 de março de 2013

Walking Disaster - BookTrailer

Começando a semana surtando de vez!!!

Já viu o novo book trailer do livro WALKING DISASTER, de Jamie McGuire? Não?
Pois veja abaixo.




Lembrando: este livro é a mesma história do livro 1, "Belo Desastre", mas pelo ponto de vista de Travis Maddox. Isso significa que terão algumas explicações sobre a infância e criação dele para mostrar o porquê de ele usar a luta como forma de ganhar dinheiro, já que ficamos sabendo que ele é um CDF.

Infelizmente aqui no Brasil teremos de esperar mais um pouquinnho até o lançamento em julho (por queeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, editora????????), enquanto nossas hermanas lá fora poderão lê-lo a partir da próxima semana...sniff...

Bom filme.


domingo, 24 de março de 2013

Lynda Chance - Marco's Redemption



Ficha técnica: Marco's Redemption
Autora: Lynda Chance
Editora: self
Lançamento original: 2012
Lançamento BR: ainda não
Formato ebook

"Marco Dinati é rico, cruel - e mais frequentemente do que não - é arbitrário. Interessado apenas em satisfazer suas necessidades sexuais casualmente, ele não tem intenção de mudar nada em sua vida. 
Natalie Lambert está sozinha, desempregada e era nova na cidade, quando um encontro ao acaso deixa ela sob o poder e o controle dele. À medida que a história se desenrola, as tensões crescem e a confiança é testada entre duas pessoas que não conseguem ficar longe uma da outra."


ROMANCE CONTEMPORÂNEO-ERÓTICO.

Este livro meio que caiu de paraquedas no meu colo. Quando vi o título, a capa, achei que se tratasse de mais um do mesmo, ou seja, mais uma trilogia contemporâneo erótica sobre um milionário maravilhoso cheio de conflitos e que os resolve na cama. Teminha recorrente, não?

De certa forma o tema é o mesmo, mas pelo menos não é uma trilogia. O livro tem começo, meio e fim nele mesmo. Aleluia!!

A história até começa bem. Eles se envolvem num acidente de trânsito, no qual a culpa foi dela. Natalie arranhou a pintura do parachoque do Audi 8 de Marco. Conversa vai, conversa vem, ele super irritado, ela apavorada por não ser a dona do carro, não ter seguro para pagar os prejuízos e ainda se sentir intimidada por aquele homem de terno caríssimo.

Bom, pelo gênero literário do livro, não se precisa ser um gênio para saber que de uma forma ou de outra tudo vai acabar em cama. E o mais interessante é que a história corre bem nisso tudo. As paranóias dele em mantê-la segura e vigiá-la pelo GPS, o término de um longo relacionamento que ele vinha tendo para ficar só com ela, o aparecimento de um homem fazendo o papel de antagonista... tudo ia às mil maravilhas.

Quando chega no penúltimo capítulo o livro dá um salto de 8 meses. Como assim? O relacionamento deles está indo tão bem assim? Ok, vamos avançar na leitura.
Ao chegar no epílogo, o final é tão sem noção que eu caí na gargalhada.

O enredo tinha TUDO para dar um livro super maneiro. Havia mil possibilidades para se ter uma história com conflitos maiores, como por exemplo, o fato de ela ter fugido de sua cidade natal porque sua mãe tinha uma namorado que tentava entrar no quarto dela à noite; ou a ex-namorada recém chutada de Marco que no início do livro mostrou-se super possessiva em relação a ele, mas depois que foi descartada, sumiu da história; ou ainda, o tal cara antagonista que era casado, mas ele e sua esposa na verdade participavam de festas de swings e foi lá que Marco os conheceu... NADA DISSO foi explorado. A autora parece que quis acabar logo com o livro para escrever outro e deu um fim de côrte marcial ao livro.

Teve uma outra resenha que fiz na qual tive a mesma sensação de perda...

Bom, em tempos de homens lindos, ricos e completamente perdidos em seus infernos interiores, este seria mais um para a coleção. A mocinha daqui começa um pouquinho perdida, assim com as de outros livros, mas depois começa a se mostrar espertinha e coloca as garras de fora. Uma pena que uns personagens tão promissores foram assassinados pelo próprio autor.