terça-feira, 31 de julho de 2012

Livros de Julho

Como este mês um dos grupos sobre Jane Austen começou as comemorações dos 200 anos de Orgulho & Preconceito, decidi que, em homenagem,  eu leria apenas os livros dela e sobre ela.

Agora há pouco quando fui reunir meus pertences a respeito, fiquei assustada com a quantidade de livros e objetos que venho juntando.
Mas confesso, tudo isto está só no início.
Ainda há livros  vindos por aí (provavelmente presos na alfândega ou seja lá onde for!). E os dvd's, ainda faltam uma boa quantidade das minhas versões preferidas.
Os marcadores começaram a serem colecionados há pouco tempo. Nunca prestei muita atenção neles, mas os de Jane Austen começaram a fazer parte por servirem de lembrança dos encontros queridos. 

Aqui estão minhas preciosidades...



A coleção começou com os livros de bolso, 
mais baratinhos...

Depois vieram as edições com uma tradução
mais rebuscada.
A coleção na caixa é a
bilíngue, da Landmark

Buscando aprender mais sobre a autora, 
alguns dos livros lançados. Infelizmente
no Brasil não há muitos títulos
a respeito

Fanfics publicadas: uma novidade
no meu repertório

Aaaahhh!!! Os filmes....

Alguns mimos pra coleção:
blocos e marcadores com ímã

E os marcadores que fazem
a festa nos encontros

Deirdre Le Faye - Jane Austen: The World of her Novels


Ficha técnica: Jane Austen: The World of her Novels
Autora: Deirdre Le Faye
Editora Frances Lincoln
Lançamento original: 2002-03
Lançamento BR: ainda não
320 páginas

BIOGRAFIA.


Aqui está um livro em que, se você não tem tempo de ler vários sobre Jane Austen, irá te satisfazer de imediato.
Primeiramente porque ele é estruturado de uma maneira, pedagogicamente falando, perfeita.

A primeira parte do livro é dividida em três capítulos: a vida de Jane Austen e sua família (o mais completo possível: locais em que viveram, visitaram, descrição física, trabalhos, doenças, falecimentos); a Inglaterra na época de Austen (todos os acontecimentos que ela vivenciou pessoalmente ou à distância) e Senso de Localização (este capítulo é interessante por nos mostrar com ilustrações como era o interior das casas - cômodos e móveis - na vida real e nos romances dela).

mesa real de trabalho de Austen


A segunda parte traz detalhes de cada romance escrito por Austen. Como ela imaginou e definiu cada personagem; além de seu extremo cuidado ao criar os locais onde seus personagens viviam (a maioria fictícios, mas ela os descrevia de tal forma que ficava difícil até para os leitores de sua época descobrirem quais locais eram reais e quais, imaginários). Os romances citados incluem os dois não terminados The Watsons e Sanditon.

Belamente ilustrado com gravuras, fotos e mapas. Papel de excelente qualidade, referências aos montes no final do livro.
Enfim, como eu disse, um livro o mais completo possível para quem quer fazer uma boa pesquisa a respeito da escritora.
Eu não diria que é um livro definitivo porque sempre pode haver uma nova descoberta, como a recente confirmação de que o quadro abaixo trata-se da jovem Jane Austen, provavelmente à idade de 13 anos, mas sem dúvida alguma, a pesquisa feita para este livro foi a mais completa para a sua época. Leitura - quase - obrigatória aos amantes leitores austenianos.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Maggie Black & Deirdre Le Faye - The Jane Austen Cookbook



Ficha técnica: The Jane Austen Cookbook
Autoras: Maggie Black & Deirdre Le Faye
Editora McClelland & Stewart
Lançamento original: 1995
Lançamento BR: ainda não
128 páginas

"I always take care to provide such
things as please my own appetite."
- Jane Austen's Letters

BIOGRAFIA.


Por suas cartas e livros nós bem podemos chegar à conclusão de que Jane Austen gostava muito de fazer três coisas: escrever, dançar e comer.
Várias são as citações em suas cartas à sua irmã Cassandra sobre o que ela, sua família e seus convidados comiam nos jantares ou ceias. Portanto, nada mais justo do que cedo ou tarde alguém ter a ideia de escrever um livro sobre as refeições, as receitas e o costume à mesa de sua época.

Isto foi feito magistralmente no livro "O Livro de Receitas de Jane Austen".
Não que a própria Jane cozinhasse, mas pelo que parece, o livro de receitas que circulava pela sua casa e vida tornou-se uma peça de suma importância.

Na primeira parte do livro, a cargo da historiadora austeniana Deirdre Le Faye, temos a parte da pesquisa histórica: a vida social e doméstica nos tempos de Jane Austen; as passagens de refeições citadas em seus romances e cartas; e o famoso livro de receitas de  Martha Lloyd. Martha era uma grande amiga de Jane, além de ter se tornado a segunda esposa de Francis Austen, irmão de Jane.

Na segunda parte, a cargo da historiadora culinarista  Maggie Black, vem as receitas. Mas elas foram divididas em temas: as receitas prediletas da família; para entreter os convidados; picnics e visitas; compotas (doces e salgadas); reuniões e ceias, e um capítulo delicioso de como seria o menu d'O Jantar do Sr. Darcy ou O Jantar que Nunca Aconteceu.




O livro é ricamente ilustrado com gravuras e pinturas de época.
As explicações de como se davam as refeições são bem detalhadas, mostrando as diferenças de costumes às refeições entre quem vivia na cidade e no campo.
Antes de cada receita vem uma explicação - da época do caderno original - do modo de fazer ou um versinho, como o da pág 62 para a receita de pudim de pão.

Ainda não testei nenhuma das receitas, mas já está nos meus planos. E assim que forem testadas, serão compartilhadas em meu outro blog borboletanacozinha.blogspot.com. É só aguardar. ;)

"The Vegetable Stall"  by Thomas Heaphy



sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Dança na Vida e Obra de Jane Austen | Link



“To be fond of dancing was a certain step towards falling in love.” (Pride and Prejudice, Chapter 3)


Belíssima postagem sobre a dança na vida de Jane Austen!!
Quem já teve a oportuniddade de ver os dois filmes sobre a vida dela, citados por mim em postagem anterior (baseados nas cartas dela), deve ter percebido o quanto Jane Austen gostava de dançar.
Ou se, pelo menos, você viu uma das versões de seus livros em filmes, também deve ter percebido que sempre há uma cena de baile, mesmo que seja algo simples, rural.
Naquela época os bailes ou saraus eram ótima oportunidade para se fazer contatos matrimoniais. Você via e era visto.


Adorei, então, a postagem do blog  Austen Authors, no qual ali são mostradas as passagens dos bailes nos livros dela.
Dê uma espiadinha e delicie-se também.




quarta-feira, 25 de julho de 2012

25 de Julho - Dia do Escritor


"I declare after all there is no enjoyment like reading! 

How much sooner one tires of anything than a book!"

 - Jane Austen.





No dia de hoje, eu não poderia deixar de fazer minha singela homenagem a todas as pessoas maravilhosas que me fazem viajar sem pagar passagem, me fazem voar sem tirar os pés do chão e me fazem apaixonar pelo menos umas mil vezes por ano.

A vocês, escritores, o meu muito obrigada por compartilharem com milhões de pessoas todos esses personagens deliciosos.

E que venham mais livros!!!!

"ler é sonhar com os olhos abertos"




segunda-feira, 23 de julho de 2012

Jane Austen - Jane Austen`s Letters


Ficha técnica: Jane Austen's Letters (Cartas de Jane Austen)
Editora Pavilion Press
Edição: 2003
112 páginas


BIOGRAFIA.

Este é um dos vários livros que venho lendo para tentar compreender o ponto de vista, a vida, os pensamentos, os desejos e, por que não, os arrependimentos de Miss Austen.
O livro é dividido em duas partes: a primeira são as cartas dela para a irmã Cassandra. A segunda, para os sobrinhos e a amiga Martha Loyd.

Dá para captar parte da alma da autora. As cartas começam antes da publicação de qualquer livro, em janeiro de 1796.
São cartas bem simples, algumas grandes, outras, nem tanto. Os assuntos são os mais variados: saúde dela e dos membros da família, roupas novas (compradas prontas ou mandadas fazer em costureira), os bailes os quais ela participou (ela adorava dançar!!), o cardápio dos vários jantares, fofocas sobre pessoas conhecidas, o falecimento de amigos e parentes, a publicação dos livros e a opinião de alguns conhecidos sobre...

Jane mostrava-se uma pessoa alegre na maior parte do tempo; extremamente dedicada à família; adorava os sobrinhos, e escrever.
Pouco foi mencionado sobre Tom Lefroy, que, segundo dizem, foi o grande amor de sua vida. Ela menciona quando ficou sabendo do casamento dele e do quanto chorou.
Há possibilidades de novos pretendentes à sua mão em outras ocasiões. Tanto para ela, quanto para Cassandra.
Há um hiato nas cartas entre outubro de 1808 e maio de 1813. Como se especula que Cassandra destruiu muitas cartas logo após o falecimento de Jane (provavelmente com um conteúdo mais íntimo), talvez seja exatamente desse período.

Nota-se o quanto as irmãs eram unidas. Pelas respostas de Jane percebe-se que elas se escreviam pelo menos semanalmente.


Ao ler as cartas escritas pela autora, você consegue perceber o quão "gente como a  gente" ela era. Nada de se fazer uma imagem surreal dela. Jane Austen: gostava de dançar (se pudesse, e tivesse par, ela era capaz de dançar a noite toda); comia bem (adorava descrever as refeições); às vezes exagerava na bebida; era chegada numa fofoquinha (se antipatizava com as pessoas como qualquer um); adorava ser bajulada pelos leitores (qual autor que não gosta?); era rápida nas respostas (não levava desaforo para casa); teve seus flertes.

Suas cartas serviram de inspiração para alguns filmes sobre a sua vida. Os dois que mais gosto são:


"Becoming Jane", ou "Amor e Inocência" em português. Gosto mais do nome no original porque traz a ideia que como Jane tornou-se Jane. Este filme mostra os anos iniciais de Jane, quando escrevia apenas para a família, as dificuldades financeiras em que a família numerosa vivia, sua vontade de viver de sua escrita. A descoberta do amor (não consumado) e sua determinação de que suas heroínas teriam um final mais feliz do que o seu próprio.
Anne Hataway está uma graça no papel principal. 
Dê uma boa olhada nos extras do dvd. Ali há informações interessantíssimas de toda pesquisa feita pela equipe do estúdio na realização do filme.

O outro filme, trazendo os anos finais de sua vida, é:


"Miss Austen Regrets", ou "Os Arrependimentos da Srta. Austen".
Este filme da BBC de Londres creio ainda não ter sido lançado no Brasil, mas não deve ser difícil baixá-lo em algum site próprio (sou péssima nessa área!!).
Interessante a concepção do tema porque, a partir do momento em que encaramos que Jane Austen era uma pessoa com eu e você, por que não imaginar que ela também teve seus arrependimentos?
Sim, ela ganhou dinheiro com a venda de seus livros, mas nunca ficou rica. Ao contrário, por muito tempo ela, sua irmã e seus pais viveram com a ajuda dos outros filhos, militares ou de Henry, que era banqueiro.
A princípio, quando seus livros eram lançados, sequer seu nome era mencionado na capa, haja vista ser de mau tom uma mulher viver de seu trabalho (remunerado). Só anos mais tarde que Henry aos poucos fez conhecer seu nome e as pessoas passaram a reconhecê-la como a autora de Orgulho & Preconceito e Razão & Sensibilidade. Chegando até mesmo ao ponto de ela descobrir que o Príncipe Regente era um de seus ardorosos fãs!!!
Será que ela nunca se arrependeu de ter recusado alguma proposta de casamento vantajoso? Será que não se arrependeu de ter perdido tempo fazendo outras coisas ao invés de estar escrevendo seus livros e, com isso, tentar ganhar mais dinheiro para a tranquilidade da família? Quem nunca se arrependeu que atire a primeira pedra..

Muito se tem escrito sobre ela, mais ainda sobre os personagens que ela imortalizou.
A única constante entre seus fãs é que sentimos muito por ela ter tido uma vida tão curta, sem poder terminar algumas de suas obras, ou escrever novas. Seus livros são um retrato e crítica da sociedade (rural) de seu tempo. Amados por uns, odiados por outros, ela sabia como mexer com as emoções alheias.
Resta-nos o consolo de ter as 6 principais obras publicadas (+ a Juvenília e os dois livros incompletos: The Watsons e Sanditon > sobre suas obras, comentarei em outra postagem).


domingo, 22 de julho de 2012

I Facecontro Orgulho & Preconceito Fanfics/RJ

“It's such a happiness when good people get together.” ― Jane AustenEmma



Preconceito? Tô fora, mas admito que algumas vezes precisamos rever nossos conceitos.
Há algum tempo seria quase impossível eu estar envolvida num evento desse porte. Meu amor pela leitura é notório, ou eu não teria um blog literário. Duhhhh... Entretanto, gostar de fanfics (ficções criadas por fãs a partir de personagens famosos alheios) é algo que passei a gostar e respeitar há pouco tempo.

Ainda assim não é qualquer fanfic que me cativa a atenção. 
Personagens de um determinado livro que eu tenha amado, e com isso, tornaram-se clássicos para mim, quando são transformados em algo totalmente diferente do original, ainda dão um nó na minha cabeça. Mas há histórias tão boas, tão bem escritas, que não ficam devendo nada aos autores originais.
Essa história de uma fanfic fazer com que seu autor fique famoso está mais do que na moda. Haja vista o atual sucesso retumbante, Fifty Shades, o qual a autora desta trilogia escreveu TODO o seu livro como se os personagens fossem Edward e Bella da saga Crepúsculo (fofoca básica agora: há quem diga que a autora agora, após o estrondoso sucesso, estaria renegando suas origens de fanfic author e dizendo que detesta a saga vampiresca. Bom, eu diria que não se deve cuspir no prato que comeu. O seu sucesso começou no site das fanfics e suas leitoras fiéis foram as primeiras a divulgar seu trabalho e comprar seus livros. Não vou entrar na seara de quem está certo ou errado. Conheci a trilogia antes de saber que se tratava de uma fanfic modificada para lançamento original, e  gostei da história. Ponto).
Há ainda outros livros lançados - lá fora principalmente - de fanfics declaradas, com continuações maravilhosas de livros clássicos, como o caso das autoras Amanda Grange e Abigail Reynolds e suas histórias continuações dos livros de Jane Austen.

E aqui no Brasil, apesar de ainda não famosas, conheci mulheres maravilhosas que por amor ao livro Orgulho & Preconceito, escrevem histórias românticas, engraçadas, sensuais, dando um toque de ousadia e dinamismo ao já famoso romance do século XIX.
Engana-se se você acha que essas mulheres não têm o que fazer ou têm a cabeça vazia. De fato, elas são mulheres muito bem resolvidas em sua sexualidade, romantismo, levando suas vidas com os dois pés fincados no chão, com anos de estudos (pós, mestrado e doutorado) e uma vida tão normal quanto a de qualquer mortal.
O diferencial delas é que elas não temem colocar no papel - ou, na tela do computador - seus desejos, seus medos, seus sonhos, suas frustrações, seu amor. É bonito de se ver o quanto o ato de escrever uma história, mesmo que você não tenha criado os personagens - pode ser libertador. E as histórias de vida entre elas são maravilhosas.

Resumindo, a próxima vez em que você ouvir falar de uma fanfics, antes de torcer o nariz, procure conhecer mais. Você pode se surpreender com o quanto  pode aprender dela.
E abaixo, as mulheres maravilhosas e suas fanfics fantásticas.









Texto de Tatá Lopes para Revista Época


Tatá Lopes é uma gracinha de menina, com um humor afiadíssimo, e um vlog que bomba na internet há algum tempo.
Minutos de Sabedoria nos brinda, em 5 ou 6 minutos, com histórias e temas do cotidiano que provavelmente pela correria do dia a dia você ainda não parou para pensar.

Ela também é escritora. E além de já ter um livro lançado ("Crônicas de um Blog Abandonado"), ela escreve colunas para revistas. E é exatamente isso que compartilho com vocês.
O link da crônica que acabei de encontrar é este (caso você queira ler no original):


Aqui embaixo reproduzo-o, enviando à autora minhas condolências pela perda da avozinha querida, mas parabenizando-a por compartilhar conosco esta preciosa lição de vida.
Ria - sorria - mais. Pode não resolver todos os problemas, mas facilita muita coisa.

Eu, minha avó e a graça de ver graça em tudo

"A primeira risada que dei foi no dia do meu nascimento, quando levei do médico aquela palmadinha no bumbum. Naquele momento em que os bebês costumam gritar ou chorar – que seria, em sua língua, uma espécie de primeiro palavrão -, dizem que eu ri. Não me lembro mais se foi de prazer ou de constrangimento, afinal, eu estava nua e levando palmadas de um homem que não conhecia.
Talvez eu tenha rido por achar uma grande ironia da vida o fato de o primeiro contato com um ser humano ser uma palmada. Naquele momento, provavelmente me ficou a certeza de duas coisas. A primeira é que Deus é um irônico incurável. A segunda é que aquela paulada seria a primeira de muitas. Da vida.
A consequência: rir, pra mim, virou um grande prazer e o maior refúgio das minhas tristezas. E rir de mim mesma meu maior dom.
Agora mesmo escrevo esse texto no dia do falecimento da minha avó. Minha vózinha, uma das pessoas mais bem humoradas que conheci. O nome dela era Conceição, mas todo mundo chamava de Santinha. Há algum meses ela estava cheia de problemas – coração, pulmão – mas sem um diagnóstico muito preciso. Eu acho que o problema dela era saudade, pois há pouco tempo perdera o marido, com quem viveu 60 anos, e um dos cinco filhos.
Nos 45 do segundo tempo, ela ainda lúcida, era certeira na hora de tirar sarro:
- Pô, Vó, tu não vale nada, heim… – falei, no CTI, onde ela respirava com ajuda de aparelhos.
- E Tatá, presta?
Ela morreu sem reclamar de absolutamente nada. Nem de dor. Quando chegávamos para vê-la, sempre sorria. Demorou pra largar o osso da vida. Me despedi dela umas quatro vezes, achando que tinha chegado a hora. Agora ela foi mesmo. Mas me deixou a lição do sorriso e do riso.
Acho que esta foi uma qualidade que fui ganhando com o tempo: no início, sentir vergonha ainda era maior que a minha vontade de rir do meu próprio ridículo. Mas isso começou a mudar quando conheci a “vergonha alheia” e percebi que, sim, eu era estranha, mas o outro não era menos que eu. Então, porque não rir de mim também?
Daí, meio que “sem querer querendo”, comecei a ganhar a vida fazendo rir. Teve gente que duvidou. Disse que eu não levava o menor jeito pra coisa. Eu, debochada que sou…ri, é claro. Fiz um espetáculo de humor que está há dez anos em cartaz e que já fez rir mais de um milhão de pessoas. Faço um vídeo na internet, o “Minutos de Sabedoria”, que também diverte um bocado de gente. Isso me faz muito feliz. Nessa estrada engraçada, fiz muitos amigos, aprendi e aprendo muito com os colegas de mesmo propósito.
Mas, estranhamente, de uns tempos pra cá, eles andam de muito mau humor. Eu não sei ao certo quando a coisa desandou. Ou, quem falou mal de quem, ou quem achou a piada do outro sem graça. Ou quem comeu quem e não gostou. Não sei se é falta de sexo, se é excesso de trabalho…Ou de dinheiro. Ou quem sabe de seguidores no twitter. Não sei quando o Ego de todo mundo passou a falar mais alto que a própria piada, que anda gritando, tentando ter voz nesse monte de disse-me-disse.
O que eu sei é que tudo fica muito sem graça quando a piada é deixada de lado e quem aparece mais é o humorista. Aliás, não me considero humorista. Talvez seja até mesmo uma comediante ruim. (Inclusive já espero os comentários de “com certeza” abaixo desse texto). Ou uma piada que não deu certo. Ou só uma atriz carente que acha que fazer rir alimenta a alma.
De qualquer forma, gostaria de fazer um apelo aos meus colegas, à la Dercy Gonçalves: boradeixar de p* e vão dar meia hora d c* na esquina, faz favor! E achem graça. Eu acharia."



E se você não conhece os videos da Tatá, aqui está o link do canal dela. São mais de 20 videos para você rir e se deliciar.


**Antes que perguntem, não, não recebi comissão pela venda das revistas, livro ou divulgação dos videos dela. LOL

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dicas para levantar sua moral em 1820 | Jane Austen Brasil


Mais uma vez compartilhando o link do site do JASBRA. Desta vez, uma carta escrita em 1820, à sua amiga Georgiana, traz dicas preciosas para se levar a vida, as quais ainda funcionam em pleno século XXI. Clique no link e delicie-se!


Dicas para levantar sua moral em 1820 | Jane Austen Brasil


**Gravura de Edmund Blair.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Descanse em paz Jane Austen | Jane Austen Brasil



Hoje, aos dezoito dias do mês de julho, faz exatamente 195 anos da morte da escritora Jane Austen.
Acima está a lápide colocada onde seu corpo foi sepultado na Catedral de Winchester, Inglaterra.
No link abaixo, no site do JASBRA, você encontra uma pedaço da carta que sua irmã Cassandra escreveu a um sobrinho após a morte da irmã.

Descanse em paz, Jane. E saiba que seus escritos continuam emocionando milhões de pessoas e são cada vez mais atuais.

Descanse em paz Jane Austen | Jane Austen Brasil

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Karen Joy Fowler - The Jane Austen Book Club: a Novel


Muitas pessoas não sabem, mas o filme "O Clube de Leitura de Jane Austen"  foi baseado no romance de Karen Joy Fowler...

Ficha técnica: The Jane Austen Book Club: a Novel
Editora Plume
Lançamento original: 2005
Lançamento BR: ainda não
304 páginas

"No Vale Central da California cinco mulheres e um homem se juntam para ler os seis romances de Jane Austen. Ao longo de seis meses eles se reúnem, casamentos são testados, romances são iniciados, assuntos inadequados tornam-se adequados e o amor acontece.
Com seu olhar clínico para as fragilidades do comportamento humano e sua audição apurada para os absurdos das relações sociais, Karen Joy Fowler nunca foi mais espirituosa, nem seus personagens mais atraentes.
Os fãs de Austen vão deliciar-se ao desenterrarem os ecos dela, que atravessam seus romances, mas a maioria dos leitores talvez só desfrute da visão e da voz que, apesar de dois séculos de separação, unem duas brilhantes escritoras de comédia críticas da sociedade."

ROMANCE CONTEMPORÂNEO.


Sem dúvida alguma, mesmo com toda essa distância temporal, Jane Austen e sua crítica à sociedade continuam modernos. As primeiras impressões, a busca do amor, o desespero à adequação social, as crises familiares, as mentiras, os segredos, a segunda oportunidade...tudo isso já fazia parte do cotidiano da escritora no século XIX. Hoje, apesar de toda nossa tecnologia, a emancipação feminina, a liberdade sexual, as buscas e decepções continuam as mesmas.



Admito, este filme levou-me a querer retornar à leitura dos livros originais. Eu os havia lido há tanto tempo, muito mais por se tratarem de clássicos do que por tentar entender a dinâmica que estava em jogo. Ao assistir ao filme quis entender melhor as explanações dos personagens quando comentavam sobre as obras.

Não preciso dizer que o livro tem uma riqueza de detalhes que não é permitida ao filme, personagens que no filme são apenas citados, no livro, aparecem.
Infelizmente é mais um livro não distribuído no Brasil.
Não pense, com isso, que para entender o filme você precisa ter lido o livro. O filme é auto explicativo, mas, sem dúvida alguma, conhecer previamente os personagens de Austen, ajuda no entendimento. Até porque eles citam tantos nomes, fazendo comparações entre os personagens, que de vez em quando dá um nó na cabeça

Enfim, é um livro gostoso de ser lido, dinâmico, envolvente, lá fora considerado leitura adulta (acima de 18 anos) e que satisfaz totalmente sua curiosidade em descobrir o porquê, duzentos anos depois, Jane Austen mora aqui ao lado.

As capas do livro:




E a capa do dvd, que você encontra já por um preço bem acessível:


Abigail Reynolds - To Conquer Mr. Darcy



Ficha técnica: To Conquer Mr. Darcy (lançado originalmente como Impulse & Initiative)
Autora: Abigail Reynolds
Editora Sourcebooks Casablanca
Lançamento original: 2010
Lançamento BR: ainda não
416 páginas

"E se...
Ao invés de desaparecer da vida de Elizabeth Bennet, por ocasião de sua recusa em seu pedido de casamento, o Sr. Darcy tivesse tentado fazê-la mudar de ideia?

E se...
Lizzy começasse a reconhecer a inegável atração que sente por Sr. Darcy e seus impulsos começassem a prevalecer o seu senso de decoro?

E se...
loucamente e mutuamente apaixonados, essa paixáo os obrigasse a antecipar suas bodas?

Em To Conquer Mr. Darcy, ao invés de evitar Elizabeth após sua recusa a seu desastrado pedido de casamento, o Sr. Darcy segue de volta para Hertfordshire para provar a ela que ele é um homem mudado e digno de seu amor. E pouco a pouco, Elizabeth começa a encontrar o homem, que ela pensou que desprezava, irresistível..."

ROMANCE HISTÓRICO.


Mais uma história mostrando como seria o final de Orgulho & Preconceito se....
Ao mesmo tempo em que as possibilidades são inúmeras, a autora precisa preservar determinados detalhes da história original. Por exemplo, nesta versão a fuga de Lydia e Wickham só ocorre DEPOIS que Darcy e Elizabeth já estão casados. Entretanto, novamente, é Darcy quem corre atrás do casal fujão para tentar resolver a situação, sabendo que Wickham só fez o que fez porque quer atingir Darcy de alguma forma, e tirar-lhe dinheiro.
As cenas íntimas do casal são boas, e é interessante ver um Sr. Darcy tão passional, ciumento e apaixonado, falando isso em todas as ocasiões possíveis.
Tive uma ressalva quanto a Elizabeth desta versão. Achei-a muito insegura em várias ocasiões e confesso que queria dar na cara dela algumas vezes. Depois de tudo que eles já haviam passado, todos os mal entendidos, ela agir da forma aqui apresentada, algumas vezes, achei desnecessário.
No entanto, é uma história crível. Poderia sim ter sido escrita em pleno século XXI por Jane Austen.
Para as mais apaixonadas pelo protagonista, este Fitzwilliam Darcy está perfeito: lindo, educado, apaixonado, ciumento, possessivo, companheiro e, ainda por cima, o que não faz mal a ninguém, extremamente rico. 

Esta foi a segunda experiência que tive, com esta autora, sobre o "e se...". Vejamos os outros que estão por vir.
Lembrando que ele foi publicado inicialmente com outro título e possuiu as 3 capas acima mostradas.
No site da autora, você encontra o primeiro capítulo disponível para apreciação:

www.pemberleyvariations.com

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Amanda Grange - Mr. Darcy`s Diary


Ficha técnica: Mr. Darcy's Diary
Autora: Amanda Grange
Editora Sourcebooks Landmark
Lançamento original: 2007
Laançamento BR: ainda não
329 páginas

"O único lugar em que Darcy podia compartilhar seus sentimentos mais profundos.... Era nas páginas de seu diário...
Atormentado entre o senso de dever para com o nome de sua família e seu crescente amor por Elizabeth Bennet, tudo que ele pode fazer é não sucumbir ao amor.
Uma imaginação hábil e graciosa do ponto de vista de um dos heróis mais amados da mais duradoura história de amor de todos os tempos."

ROMANCE HISTÓRICO.


Mais um livro utilizando os personagens de Orgulho & Preconceito.
Desta vez a história é narrada em forma de um diário. Tudo começa antes de Mr. Darcy conhecer Lizzy. De fato, antes sequer da tentativa frustrada do Sr. Whickham em fazer Georgiana, irmã de Darcy, fugir com ele. Logo após, precisamente no mês de outubro, tudo começa. O baile em que Darcy a vê pela primeira vez e começam as famosas primeiras "más" impressões.
Como esperado, Darcy não é um homem de escrever muito, a não ser, é claro, quando ele começa o seu interesse por Lizzy. Aí, sim, a história é narrada em primeira pessoa. De outubro a abril há o conhecimento entre eles, quando ele a pede em casamento pela primeira vez. A partir daí, novamente seus escritos são ligeiros.  
Contabilizando o tempo percebemos que levou exatos 12 meses até que tudo terminasse bem, mas a história segue seu curso, e ele continua escrevendo mais um pouco, descrevendo a primeira festa de natal casado, com a presença da família dela, o que para ele de certa forma é um tormento, e de Lady de Bourghe.

Uma história com passagens interessantes e/ou engraçadas. Dá pra se ter uma ideia do que deve ter mesmo passado pela cabeça de Mr. Darcy.
Nota: interessante perceber como ele descreve seu crescente interesse (amor) por Elizabeth.

Amanda Grange não foi a única autora a escrever o que seria o diário de Mr. Darcy. Há um outro chamado "The Private Diary of Mr. Darcy", de Maya Slater. Neste, o diário é encontrado muitos anos após todo o ocorrido. Se quiser saber mais sobre os dois títulos similares, leia no blog:


terça-feira, 3 de julho de 2012

Encontro JASBRA/RJ | Começando as Comemorações de 200 anos de Orgulho & Preconceito



Olha que maravilha este PRIMEIRA edição do livro Orgulho & Preconceito!! Vale seu peso em ouro na certa.
E nós, fãs ardorosas no Brasil, estamos em plena comemoração.
Na verdade o aniversário de 200 anos da publicação deste livro se dará em 2013, mas nós já começamos nossa festa.
No último final de semana (30 de junho e 1 de julho)  os grupos representantes do Jane Austen Brasil fizeram seus encontros dando o pontapé inicial às comemorações. O ponto máximo será no encontro nacional em janeiro, a ser realizado na cidade de Belo Horizonte. Mais informações nos próximos meses....

O Rio de Janeiro, lindo por natureza, nos brindou com um dia radiante em nosso encontro do dia primeiro. Esta era a nossa paisagem:


A conversa foi super animada, com os participantes (sim, tivemos a presença do sexo masculino) mostrando seus pontos de vistas (que foram vários e interessantíssimos), rindo sobre as trapalhadas de personagens e, como ninguém é de ferro, dando uma suspirada básica pelos atores que interpretaram Mr. Darcy.


Abaixo, alguns dos momentos de nosso bate papo com muita descontração:






Como sempre culminamos nosso encontro sorteando alguns brindes:

camisa 1

camisa 2

ecobag

marcador vindo diretamente de
Carmel, California

nossos lindos marcadores de lembrança do encontro

E esta é nossa foto oficial:


E se você deseja fazer parte dessa trupe, pode nos encontrar (a regional mais próxima) nos links abaixo:

Jane Austen Brasil - grupo aberto no Facebook:

Site Jane Austen Brasil:
www.janeaustenbrasil.com.br