segunda-feira, 30 de abril de 2012

Eternizado pelos livros de Austen....Bath!

Parade Gardens, Bath


Conhecida por seus poderes curativos, as águas da cidade de Bath, na Inglaterra tornaram-se lendárias por conta de suas aparições nos livros de Jane Austen (Abadia de Northanger e Persuasão).
Cidade em que morou por alguns anos, Jane Austen conhecia a fundo seus recantos e belezas.


 Circular Abbey, Bath


Por conta disso, agora a cidade tornou-se ponto de referência no turismo, pelos ávidos fãs da escritora, que vão à cidade conhecer os passos dados por ela.

Trago abaixo 2 diferentes links, mas com o mesmo assunto: Bath seus encantos, sua beleza, o lar de Jane Austen.
O primeiro nos é trazido pela amiga Raquel Mathias que nos presenteia com seu itinerário pessoal, realizado em maio último. Dicas, preços, fotos.

No segundo link (em inglês), sugestões de como divertir-se nessa pequena cidade com a família.
Aproveitem o turismo e viajem comigo.





Nazarethe Fonseca - Alma e Sangue: O Despertar do Vampiro


Ficha técnica: Alma e Sangue: O despertar do Vampiro
Autora: Nazarethe Fonseca
Editora Aleph
Lançamento original: 2005 (pela editora Novo Conceito)
Relançamento: 2009
416 páginas

"O tempo é agora!
Esta é a afirmação predileta de Jan Kman. Vampiro, ele despertou de um sono de 125 anos com sede de sangue e de vingança. E é na ponta de sua espada que Gustave Rohan deve perder a cabeça, de acordo com as leis do mundo vampírico do qual ele pertence.

A luta adiada por mais de cem anos tem como cenário o litoral brasileiro. Sobre as areias brancas, sangue imortal será derramado. Pelas ladeiras e ruas de São Luís, assassinos frios, cruéis e sensuais matam pela sede de sangue e de prazer, levantando suspeitas e chamando a atenção dos mortais.
Mas, afinal de contas, quem é Kara Ramos, a jovem restauradora raptada por Jan Kman?..."

Esta é a sinopse na contra capa do livro (1ª edição, antiga editora).
E vamos por partes: sim o livro é sensual, com seus personagens idem. Nazarethe nos brinda com uma história envolvente, tendo como cenário um dos estados brasileiros - apesar de também darmos uma voltinha por Paris, terra natal de Jan, onde a força, o poder e a imortalidade falam mais alto.
A começar por Jan Kman. Lindo, alto, olhos profundamente azuis, com uma história triste datada do século XVIII, que perdeu muito mais do que sua vida.
Após quase ter sido morto, mais uma vez, e ter passado cento e vinte e cinco anos adormecido, ele desperta numa terra estranha, com um idioma totalmente diferente, mas por um aroma que lhe era familiar. Há muitos anos...

Kara Ramos, uma restauradora por paixão, tem a oportunidade de restaurar um casarão que fez parte da história - e ruína - de sua família. Mas ela não contava encontrar mais do que apenas desmoronamento, ratos e teias de aranha.
Raptada e obrigada a aturar Kman por três longos dias, ela é apresentada a um mundo de fantasia, uma realidade assustadora e, ao mesmo tempo, sedutora.

O livro não é dividido por capítulos, mas por passagens de tempo. Com isso alguns "capítulos" podem ser realmente grandes.
Apaixonei-me por Kman logo de cara. A Kara também é bem heroína dos tempos mordernos: lutadora, sagaz e desbocada. Fazem uma boa combinação, com cenas pra lá de hilárias.
E não torça o nariz por ser autor nacional. Temos uma safra maravilhosa de escritores de literatura fantástica que pouco ou nada deixa a desejar aos de fora.
É ler para crer.


Preparando-me para ler a sequência. Com certeza, da forma que terminou o livro 1, o próximo terá muuuuuuuuita pancadaria. =)

sábado, 28 de abril de 2012

Julia Quinn - Série Bevelstoke



São 3 os livros que compõem esta série:

HISTÓRIA DE UM GRANDE AMOR (The Secret Diaries of Miss Miranda Cheever, 2007). Unico lançado no Brasil pela Nova Cultural, em 2008.
ACONTECEU EM LONDRES (What Happens in London, 2009).
DEZ COISAS QUE ADORO EM VOCË (Ten Things I Love About You, 2010).

Esta série traz a história de 2 irmãos, nos 2 primeiros livros, e do primo de um deles, no terceiro.
A autora tem uma mão ótima para a comédia, tornando a leitura leve e divertida.
Outra característica de seus livros, no original, é que sempre são lançados com 2 capas distintas: uma em desenho da época da regëncia e outro em foto.

1- Historia de um Grande Amor:



Miranda era uma criança feia, desengonçada, alta, mas muito inteligente para a idade. Tinha por Olivia sua melhor amiga. Cresceram e educaram-se juntas.
Nesse convívio Miranda veio a conhecer o irmão mais velho de Olivia, Turner.
Anos se passam até que estejam novamente frente a frente, e isto após a viuvez de Turner.
Miranda nunca o esqueceu, e nem tinha como, haja vista ela tinha começado a escrever  um diário por sugestão dele.

Desiludido por ter sido enganada várias vezes pela esposa, Turner não quer saber de um novo relacionamento.
Mas Miranda, com seu jeito teimoso, não deixará isso barato, e fará de tudo para que este seja o maior amor da história.



2- Aconteceu em Londres:



2º livro da série Bevelstoke.

Engraçadíssimo.
Olivia já mostra-se uma personagem diferente desde o primeiro livro (quando tinha 11 anos). Não é dada aos trabalhos manuais e a aprender idiomas como é esperado das damas da época. De verdade ela prefere ler as notícias no jornal.

Harry trabalha para o Ministério da Defesa principalmente por seu conhecimento (e facilidade) em falar outros idiomas. E ele tem duas características fascinantes: tem mania de contar e....é dautônico.

Os 2 metem-se em confusão e batem boca como ninguém.Mas a cena mais hilária é quando um determinado livro é lido (ou seria declamado?) por seu primo Sebastian como se fosse uma grande obra prima. Uma cena surreal pelos participantes envolvidos.

Deliciosa leitura. Leve, divertida, rápida, mas que também traz informações interessantes sobre a realeza.




3-  Dez Coisas que Adoro em Vocë:




Um, definitivamente Julia Quinn é uma fofa qdo Dois: escreve trilogias ou sagas tão engraçadas que TRES: nos fazem querer ler todas.
Quatro: fiquei deliciada ao saber que o livro seria sobre Sebastian Grey o qual CINCO: ao longo dos outros livros sempre era o cara mais engraçado, e SEIS: fazia o primo Harry paracer um idiota além de, SETE: Seb ser o portador de um segredo que faz toda a diferença ao longo da trama. OITO: a mocinha ajuda ao ser tão competitiva quanto ele. NOVE: é sempre mais engraçado quando a gente ve algum personagem quebrando a cara e DEZ: sabendo que o casal principal é fofo. O que nos faz voltar ao número UM.

Não entendeu a resenha? Então leia o livro. E enumere suas razões.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Um poema de Jane Austen | Jane Austen Brasil

Recebi esta postagem do blog e grupo no qual muito me orgulho de seguir, o Jane Austen Brasil.
Um video com um poema de Jane Austen entitulado "The Little Bag".
Vale a pena!



Um poema de Jane Austen | Jane Austen Brasil

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Elizabeth Gaskell - Norte e Sul


Ficha técnica: Norte e Sul (North & South)
Autora: Elizabeth Gaskell
Editora Landmark (edição bilíngue)
Lançamento original: 1855
Lançamento BR: 2011
541 páginas



Dando seguimento à leitura de escritores ingleses, eis o famosíssimo "Norte e Sul".
Bom salientar que tornou-se famoso principalmente por causa da minissérie lançada há pouco tempo, na qual o ator Richard Armitage fez o maior sucesso como John Thornton.

"Norte e Sul" nos brinda com a história da Inglaterra do século XIX, revolução industrial tão bem colocada com o avanço de uma cidade chamada Milton. Com seu ar pesado e sempre nublado, por conta das muitas chaminés das fábricas, e seus personagens, patrões e empregados dedicando todo seu tempo no desenvolvimento de uma era.
Essa atmosfera não é bem aceita por Margaret Hale, uma jovem filha de um ex pároco, que precisa se adaptar à essa nova vida, após ter vivido tantos anos entre a beleza natural da cidade do interior no Sul, Helstone, e depois Londres, com sua efervescência.
As cores vívidas, suaves e belas dão lugar ao negro e cinza dos ares e pessoas de Milton, no Norte.
Além de ter de conviver com pessoas tão distintas, Margaret ainda sofre duras perdas ao longo de sua vivência na nova cidade.

John Thorton, um rico industrial da cidade de Milton, que enriqueceu às custas do próprio trabalho,e ainda assim, tinha tempo para conversar sobre filosofia com Mr. Hale, encanta-se por Margaret. Mas acontecimentos adversos não permitem que esse sentimento aflore.

Diferente do estilo de Jane Austen, Gaskell não mostra os pensamentos e desenvolvimento a partir de um único personagem. Ainda assim, a narrativa é forte, direta, sem perder o traço romântico do enredo.
Segundo notas biográficas, Gaskell tinha uma profunda perspicácia no que se referia à observação das relações humanas. Seu círculo de amizade permitiu isso, tendo por companheiros Charlotte Brontë, John Ruskin, Charles Kingsley e Florence Nightingale.
Suas outras obras conhecidas são "Cranford", "O Primo Phillis", "Os Amores de Sylvia" e "Esposas e Filhas", esta última deixada inacabada em decorrência da morte da autora por falência cardíaca, aos 55 anos.


Confesso que nunca tinha ouvido falar dessa autora em meus tempos de curso de literatura. Outros autores ingleses são exaustivamente estudados, como Shakespeare, Byron e Dickens.
Graças à moda de transformar em filmes, as obras clássicas, estamos sendo brindados com autores jamais comentados, mas que têm um cabedal de obras primoroso.
Mais uma autora para figurar em minha área vip.


E para aqueles que ainda não viram a minissérie, uma das cenas mais famosas do filme. Enjoy it! (spoiler: essa fala final NÃO tem no livro. Aaahhhhhhh....)


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Literatura, Chá e Afins #3 - As Várias Influências

"Vingança deve ser:
a disciplina despertada proclama em voz alta a sua causa,
e a armada ferida exorta a quebrar suas leis."
(George Gordon Noel, 6º Barão de Byron, poeta inglês)


E eis que a miscigenação fez a Bretanha.
Primeiro vieram os CELTAS. Não há registro de quando chegaram ao país, no entanto, sua influência é notória por serem eles os ancestrais que constituem os povos do País de Gales, Irlanda, Cornualha e as Highlands escocesas (sobre os highlanders, falaremos mais adiante).
Poucas palavras do vocabulário deles permancem até hoje. Na sua maioria ligadas a nomes de rios, como Thanes, Avon, Don, Exe, Usk; e lugares como Dover, Eccles, Bray e London.

Celtas

Os ROMANOS contribuiram fundamentalmente com o Cristianismo. Mas sua influência permaneceu pela estrutura das cidades (ruas, avenidas, sistemas de canalização, prédios), na estrutura social e com a língua (latim).
Muitas das suas cidades levam nomes da derivação da palavra "campo" >> castra >> chester, caster, cester (Leicester, Winchester, Lancaster).
Os romanos recuaram  e saíram da Bretanha com a vinda das tribos gremânicas. Mais tarde, com a queda total do império romano, começa a "Idade das Trevas" da Bretanha.

Romanos



POR QUE IDADE DAS TREVAS?

Historicamente falando, por puro preconceito religioso.
Com a queda de Roma e a invasão dos germânicos, a Bretanha ficou sob a influência destes últimos, com seus costumes e crenças (que não eram cristãs).
Eram chamados de "bárbaros" todo aquele que não vivesse sob o domínio greco-romano, e "pagão", todo aquele que não seguisse o cristianismo. Sendo assim, a Bretanha só retorna à luz com a invasão dos normandos cristãos em 1066.

Até agora falamos sobre germânicos em sua totalidade. Mas especificando, os germânicos eram compostos por 3 povos: JUTOS, ANGLOS e SAXÕES. Uma série de tribos com diversos governos que falavam dialetos afins e que deram origem às atuais línguas dinamarquesa, alemã, inglesa.

Os JUTOS foram os primeiros a invadir a Bretanha e logo se incorporaram aos outros 2 povos (jutos >> Jutland, na Dinamarca). Estabeleceram-se na costa sul.
Os ANGLOS deram o nome INGLATERRA (aaahhhhh.....finalmente o nome apareceu!!!!) Anglis >> Engle>> Englaland (Terra dos Anglos) >> England. Estabeleceram-se ao leste e norte.
Os SAXÕES foram responsáveis pelo atual País de Gales quando, naquela ocasião, expulsaram os celtas bretões para as montanhas a oeste, chamadas Weallas >> Wales. Estabeleceram-se entre os 2 povos anteriores.

gravura mitologia anglo-saxã


Após toda essa turbulência da invasão germânica, a Igreja Católica voltou com sua investida. Com o advento do cristianismo, a primeira produção escrita anglo-saxônica, datada no século VII, foi um código de leis promulgado pelo Rei Ethelbert.

Além desse código, deve-se destacar o aparecimento do 1º poema lírico* da Bretanha intitulado "The Story of Caedmon". Enfim, nasce a LITERATURA INGLESA.


Quer saber mais algumas curiosidades?
Algumas influências dos anglo-saxões em relação à sociedade britânica:

  1. Kin-group (grupo de parentes) - lealdade à família (já reparou isso nos romances históricos? Quando há qualquer problema com um membro da família, todos os outros têm a obrigação de salvar sua honra, podendo até mesmo chegar à morte, se necessário);
  2. Witan - aconselhamento ao rei. Isso existe até hoje, o rei/rainha tem um PRIVY COUNSIL, grupo de conselheiros das questões do Estado;
  3. Shire - condado (área administrativa) - cada shire possuía um administrador local designado pelo rei, chamado SHIRE REEVE >> SHERIFF (xerife);
  4. Os dias da semana têm uma influência fortíssima deles, baseados em sua mitologia nórdica:
Monday > Lunes (segunda-feira) - dia da Lua
Tuesday > Tyr; Martes (terça-feira) - dia de Marte, deus da guerra
Wednesday > Odin; Woden (quarta-feira) - dia de Odin ou Mercúrio
Thursday > Thor (quinta-feira) - dia de Júpiter
Friday > Freya (sexta-feira) - dia da beleza (deusa)
Saturday > (sábado) - dia de Saturno
Sunday > Domenica (domingo) - dia do Senhor

Além disso, há mais um fator que pode dar uma confundida com todas esse sincretismo cultural...
Se a princípio dissemos que o símbolo da Bretanha era a ilha, a partir da permanência do catolicismo no país, o símbolo passou a ser a CRUZ.
Além da sua correlação religiosa, ela é um emblema universal do cosmo reduzido à sua forma mais simples, quer dizer, duas linhas que se cruzam, formando os 4 pontos cardeais.
As bandeiras dos países Inglaterra, Escócia e Irlanda do Norte, todas são cruzes, formando a UNION KINGDON FLAG.



Aí, eu me pergunto: onde está o País de Gales na bandeira??????
Lamento dizer que este país não está representado na bandeira do Reino Unido.
A bandeira deles é esta abaixo:



Há, entretanto, a bandeira galesa de uso secundário, uma cruz amarela sobre fundo negro, conhecida como Bandeira de São Davi.


Uffa!!! De novo muita informação na cabeça?
Pois é, como toda e qualquer nação, ao mergulharmos em sua história, descobrimos que há muito mais envolvido do que apenas aquilo que ouvimos falar.
E olha que nem cheguei na décima parte de tudo!!!

De qualquer forma, as informações dos últimos posts já nos dão uma noção de como a literatura inglesa vai se comportar a partir daqui.
Temos a percorrer o início da literatura anglo-saxônica, a Idade Medieval e aí sim, o surgimento dos muitos autores ingleses que tanto ouvimos falar.
Mas agora, uma pausa para o chá e nos vemos em breve.




*POEMA LÍRICO é um tipo de poema originalmente composto para ser cantado. O termo surgiu na Grécia para designar uma canção acompanhada de uma lira (lyra). A letra de uma música em inglês até hoje é chamada de lyrics por esse fator.


domingo, 22 de abril de 2012

Livros de Abril #2

Uma grata surpresa ganhar de presente do filhote mais uma edição de Jane Austen.
Este é da Editora Zahar. PERSUASÃO, edição definitiva e comentada.
E ainda traz de bônus duas novelas inéditas - em português - da fase Juvenilia da autora: LADY SUSAN e JACK E ALICE.

Este livro já foi lido e resenhado por mim , no entanto, esta nova versão, com uma tradução primorosa de Fernanda Abreu, merece ser revisitada.

Abaixo as fotos dessa nova luxuosa edição.

frente


trás


interno - olha só que luxo e cuidado!!!





Encontro Jane Austen Brasil (JASBRA) RJ

o grupo reunido

No meado do mês de abril, em algumas capitais do país, aconteceram encontros regionais dos grupos de fãs da JANE AUSTEN.
No dia 14 houve encontros nas regionais São Paulo e Minas Gerais. No domingo 15, houve o nosso no Rio de Janeiro.
Outros virão por aí, como em alguns estados do Nordeste e em Curitiba. O que muito nos alegra.

O grupo JANE AUSTEN BRASIL (JASBRA) que tem como presidente Adriana Sales Zardini, promove reuniões periodicamente e pelo menos 1 reunião nacional por ano, juntando amantes leitores dos livros desta grande escritora.

No Rio tivemos o nosso 3º encontro (apesar de ter sido o primeiro no qual participo).
O clima foi absolutamente divino. A começar pelo dia, de sol e fresco, e o local romântico, nos jardins do Palácio do Catete ou Museu da República.
Debatemos sobre o livro Mansfield Park. E as opiniões sobre a protagonista eram bem diversas. Mas no final, todas (infelizmente só havia mulheres no grupo) concordamos que a obra é riquíssima e que a protagonista conseguiu dar uma guinada em sua vida próximo ao final do livro.
Tivemos ainda sorteios de dvds com o último encontro nacional - ano passado em Recife, marcadores e nosso amigo secreto de chocolate (apesar que com o calor boa parte de nossos chocolates derreteu. Mas foi divertido assim mesmo). E ainda nossa amiga Lucienne nos proporcionou outros brindes para sorteio como mini blocos para anotação e uma belíssima caneca florida.

Em resumo, o encontro foi um sucesso. Só mulher bonita, inteligente, bem informada, simpática e com um enorme amor à literatura, em especial à de Jane Austen.

Ansiosas para o próximo encontro, provavelmente no meio do ano.
Abaixo as fotos com alguns momentos do encontro.



os brindes cedidos por Lucienne

indicação de leitura extra

as ganhadoras dos dvds


as ganhadoras dos marcadores

muita animação durante o amigo secreto

o museu da república atrás

encontro organizado pela Anna Katharine
 (em pé ao lado do banco)

Anna Katharine nos matando de inveja
com seu guarda-chuva à la Jane Austen



o grupo e a paisagem 


E no final, ainda fomos brindadas com um sarau da 3ª idade que se encontra nos jardins do palácio há 22 anos. Fomos convidadas a cantar e demos um show cantando "Como é grande o meu amor por você".
Enfim, o grande amor que temos pelos livros de Jane Austen nos proporcionou troca de ideias, experiências, novas amizades e um mundo de possibilidades à nossa frente.

Bem vindos a quem quiser participar.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Livros de Abril

Delícia receber livros em casa. Mais ainda quando eles vêm autografados.
Hoje recebi o restante da Saga Alma e Sangue da escritora Nazarethe Fonseca. Eu tinha apenas o primeiro volume.
Agora minha saga está completa.

Obrigada pelo carinho, querida Nazarethe. E sucesso sempre!!




quinta-feira, 19 de abril de 2012

Literatura, Chá e Afins #2 - Que País é Esse??

Terminei de ler mais um romance histórico. Ambientado em Londres, Inglaterra. Uma história leve, divertida, mas que contém alguns ensinamentos sobre a hierarquia da aristocracia inglesa. Interessante....

Comecei a pensar sobre a questão do país, Inglaterra. Já reparou que em alguns casos nos referimos a ele como Bretanha ou Grã Bretanha? E o Reino Unido é o quê? E que raio de país é esse que pode ser chamado por vários nomes. Deu um nó, gente....


John Donne (1573-1631), poeta inglês diria: "O homem não é uma ilha". Aaaahhh!!! Mas a Inglaterra é!
Tudo começou há cerca de 5000 a. C., no final da última Era Glacial. A temperatura na Bretanha aumentou, provocando o alagamento das terras que estão hoje sob o Canal da Mancha. Esse acontecimento separou a Bretanha do continente europeu, transformando-o em uma ILHA.
Você disse BRETANHA? Mas e a Inglaterra???? Bom, vamos lá, os  nomes são válidos, dependendo do enfoque dado: histórico, político ou geográfico.

Quando os romanos dominaram a ilha (compreendida entre os países Inglaterra, Escócia e País de Gales), eles batizaram seus habitantes de PRETANI. Com o tempo a palavra virou BRITANNI (BRITONS, ou bretões em português). A ilha passou a ser chamada de BRITANNIA, com o tempo BRITAIN (Bretanha). >> explicação histórica.

GRÃ BRETANHA refere-se às áreas geográficas da Inglaterra, Escócia e País de Gales. O nome surgiu em 1707 para marcar a união do Parlamento da Escócia com o da Inglaterra. >> explicação geográfica.

REINO UNIDO refere-se ao estado político, sendo a denominação "Reino Unido da Grã Bretanha e do Norte da Irlanda". Grande, não? Então, Reino Unido para os íntimos. >> explicação política.

E o nome INGLATERRA? Este só apareceu mais tarde, por influência da dominação dos anglos, ao estabelecerem-se nas partes leste e norte da ilha (Anglis > Engle > Englaland > England).

Deu um nó na sua cuca também? Para, respira e lê de novo. Sem pressa.



Quando, então, nos referimos à literatura inglesa, estamos incluindo a literatura da Inglaterra, Escócia, País de Gales E Irlanda.

Voltando ao fato de que a Bretanha é uma ilha, esta é o melhor símbolo representativo. Haja vista que ela se encontra presente na cultura e em boa parte da literatura inglesa desde o período anglo-saxônico até o presente. Em alguns casos a ILHA, mais do que um lugar, é uma personagem da obra. Duvida? Veja alguns exemplos abaixo nos quais a ilha tem participação mais que especial no enredo:











O nascimento da literatura inglesa se dá de fato somento no final do século VII, início do século VIII. Antes disso todo o conhecimento era transmitido de forma oral.
E desde que mais de um país influencia esta literatura, seria interessante darmos uma geral em como cada povo deu sua contribuição a esta. Mas isso a gente fala depois do chá...





**as definições aqui apresentadas fazem parte de vários livros sobre Literatura Inglesa, em especial os de BORGES, Jorge Luis e SILVA, Alexander Meireles da. Tais livros podem ser encontrados nas boas livrarias do país.