segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Darien Gee - O Pão da Amizade



Ficha técnica: O Pão da Amizade (Friendship Bread)
Autora: Darien Gee
Editora Lua de Papel
Lançamento original: 2011
Lançamento BR: 2011
391 páginas


Avalon. Uma cidade sem muito destaque turístico mas com uma população que entrou no mapa por sua solidariedade.
Uma dia ao chegar em casa, Julian encontra em sua varanda um prato contendo um pão assado e mais um saco com uma massa de pão a assar. E apenas um bilhete "espero que você goste". Sem assinatura. Daí começa toda uma saga de novas amizades, resoluções de problemas e muito, muito pão.
As histórias são de gente como a gente. Divórcio, morte na família, brigas, problemas financeiros. Tudo perpassando pela maravilhosa massa do pão que vai fermentando e ligando todos num só objetivo.
E a pergunta que não quer calar: quem começou com toda essa história de Pão da Amizade em Avalon?

É um desses livros em que eu simplesmente não pude largar até terminá-lo - às 4h da manhã!
Isso sem contar a curiosidade em querer experimentar as várias versões desse pão.
E olha, tem até site organizando todas as receitas e experiências de quem compartilhou dessa maravilha. É claro que não vou ficar de fora dessa!!!!!

O livro não é sobre culinária, mas dá uma vontade danada de querer cozinhar.
Assim que eu fizer a minha experiência, postarei em meu outro blog com direito a fotos.
Pão é símbolo de vida e de alimento. Mas também é símbolo de amizade que cresce e aquece a alma.


#leituranossadecadadia:

  • Valéria Fabrizi Pires - Lilith e Eva (Summus Editorial)
  • Boaventura de S. Santos - Pela Mão de Alice (Cortez Editora)
  • Matthew Lipman - Filosofia na Sala de Aula (Nova Alexandria)
  • Michel Foucault - Vigiar e Punir (Editora Vozes)

domingo, 20 de novembro de 2011

Laura Malin - Livro de Joaquim


Ficha técnica: Livro de Joaquim - primeiro volume de Tempo Perdido
Autora: Laura Malin
Editora Agir
Lançamento original: 2011
352 páginas

"Nos meus ciclos de vida tive várias mulheres.
Mas só tive um amor: Leah.
Que não vejo desde que o ano de 1824 foi gravado
em todas as células do meu corpo (...)"

E assim vai a história de amor que transcorreu por séculos, sempre pelo ponto de vista de Joaquim.
Uma surpresa numa noite de amor torna o casal imortal. Mais do que viverem esse amor, eles se separam por força das circunstâncias e passam a se procurar. Viajam pelo mundo, vivem outros romances, têm que disfarçar a idade aos amigos e familiares que vão morrendo ao longo do tempo, mas sempre com aquela esperança de encontrar o outro num sorriso, num olhar....

A história do tempo é bem narrada pela autora, passando por grandes períodos históricos. Mas o foco, narrado em primeira pessoa, é a busca do amor imortal perdido.
Laura Malin é uma escritora nova, desconhecida por mim. Seu livro me veio numa sugestão de leitura em uma revista mensal e a sinopse me chamou atenção.

O segundo volume trará o ponto de vista de Leah. Mesmo já sabendo o final da história, será interessante saber pelo tanto que Leah passou ao longo dos 188 anos até encontrar Joaquim.

Uma história sempre tem 3 lados: a minha, a sua e a verdade....

#leituranossadecadadia:

  • Michael Kilian - The Weeping Woman (Berkley Prime Crime Mistery)
  • Meri Wallace - Birth Order Blues (Owl Books)
  • Frank J. Sulloway -  Born to Rebel (Vintage Books)
  • Sylvia Browne - Secrets and Mysteries of the World (Hay House)



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"Quase" moro numa livraria

Vivo lendo em blogs por aí a seguinte frase "queria morar numa livraria"... Esta é a sensação de todo bookholic (viciado em livro). Porque a gente não se contenta em ter livros novos pra ler. A gente quer TODOS.
O viciado vai à livraria sem que seja só pra dar um cheirinho (horrível a partir da metade do mês quando sobre mês pro seu pagamento...)
Vivo rodeada por livros desde há muito.
Não, não trabalho numa livraria ou editora (quem me dera...). Simplesmente minha família sempre valorizou ter uma biblioteca em casa. E nessa biblioteca encontra-se de tudo. Romances contemporâneos, romances históricos, policial, literatura fantástica, suspense, infantil, infanto-juvenil (pra acompanhar o crescimento da gurizada), biografias, didáticos, auto-ajuda, coleções, clássicos, um bom dicionário da Língua Portuguesa, bíblias de diversas edições...



O gosto pela leitura vem devagar. Não dá pra ser forçado. É muito mais de exemplo do que de ordem. Mas uma vez  que você é picado pelo "mosquito da leitura", não tem cura. Pode ter um mês ou outro no qual você lê mais ou menos. Mas nunca para de ler.
Há agora os sites organizadores de leitura. Verdadeiras estantes nas quais podemos catalogar livros lidos, desejados,  a ler, fazer comentários, trocar, vender... Contam até quantas páginas já lemos em nossa vida!

Leio porque gosto, leio porque preciso.
Normalmente leio em minha cama, onde as posições mudam de acordo com o muito tempo em que me encontro lendo. Um verdadeiro contorcionismo. Mas também leio no ônibus, no metrô, na barca. Enjoar? Que nada! Os óculos ainda não se tornaram necessários...ainda bem. Mas meu sonho de consumo é ter um cantinho da leitura. Mais do que um cantinho, uma janela. Com uma linda vista, almofadas macias e de música de fundo apenas o canto da natureza.


Um dia chego lá.
Por enquanto, a pilha só cresce e o gosto pela aventura recomeça a cada novo exemplar, a cada nova apresentação, a cada virada de página.

os livros pegam senha e aguardam meu chamado.
A pilha não para...

e os de receita que acompanham minha outra paixão:
cozinhar sobremesas

Colleen Houck - A Maldição do Tigre


Ficha técnica: A Maldição do Tigre (Tiger's Curse)
Autora: Colleen Houck
Editora Arqueiro
Lançamento original: 2011
Lançamento BR: 2011
344 páginas


Ok, gente, confesso: tenho depressão pós-livro. É uma coisa muuuuuito séria. 
É quando a gente se apega à história de uma tal forma que primeiro, a gente não consegue largar o livro. Depois, a gente começa a notar que as páginas estão diminuindo em relação ao final, e aí, a gente começa a ler mais devagar retardando o difícil momento de dizer "é, acabou". E agora?

Eu já estava me sentindo péssima desde que tinha terminado o livro 3 da saga Wherlocke de Hannah Howell. Peguei este livro acima, o do tigre, sem grandes pretensões, pensando "ah! Esse livro vai me distrair até aparecer um livro daquele". Pois bem, mais uma vez me enganei. Porque ESTE livro foi "o livro daquele".

Buscando em sites estrangeiros, vi que no original o livro da série do tigre foi lançado em janeiro e o segundo em junho. O terceiro já está pra ser lançado este mês - novembro. Então, cadê nossas versões em português????? Please, Arqueiro, lança logo o segundo!!!! Pleeeeeeeaaaaase!!!!

Ai, você me pergunta: o que esse livro tem de especial?
A princípio parece mais um livro pra adolescente ler. Magia, aventura, um casal numa idade bem jovem, muito dinheiro no bolso, um romance iniciado. Nada de novo, certo?
Errado!!!!!

A autora consegue escrever de forma a prender a atenção do leitor, talvez por ela mesma ser uma leitora ávida (que bom. Temos isso em comum!), ela não parou na mesmice.
E a grande gama de informação mitológica/cultural indiana é maravilhosa. Pra quem gosta, é claro.

Deuses meio homem, meio animal, cultura do cotidiano do país, comida...Isso sem contar o "gatinho" fofo que é o protagonista. Gatinho por ser um tigre...Ãhm....Mas na verdade ele é lindinho também.

A capa é de um azul cintilante de muito bom gosto e a revisão foi muito bem feita. Em suma, tudo me encantou.
Agora é ficar na torcida para o próximo volume da série - O Resgate do Tigre (título provisório) ser lançado rápido.

deusa Durga e Damon

deus Hanuman



#leituranossadecadadia:

  • Malba Tahan - O Homem que Calculava (Círculo do Livro)
  • João Guimarães Rosa - Sagarana (Nova Fronteira)
  • Jorge Amado - Mar Morto (Record)
  • Chico Xavier - Nosso Lar (FEB)

**Ao som de "All This Love", com DeBarge

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Hannah Howell - A Intuitiva


Ficha técnica: A Intuitiva (If he's wild)
Autora: Hannah Howell
Editora Lua de Papel
Lançamento original: 2010
Lançamento BR: 2011
205 páginas


Terceito livro da série sobre as Famílias Vaughn e Wherlocke.
Ligada a um homem desconhecido desde que ambos eram apenas crianças, Alethea acaba tendo uma visão da morte deste homem. Decidida ela vai a Londres tentar localizá-lo e alertá-lo. Apenas uma pista poderia levá-la ao seu suposto algoz: um perfume de rosas. Com a ajuda de seu tio Iago, Alethea passa a se confrontar com dores antes jamais imaginadas e precisa, a todo custo, salvar a sua família e ao homem  que aprendeu a amar...








Eu pensei que este era o último livro da série e já estava triste, porque a infinidade de poderes que esta família tem, é uma coisa de louco. Isso sem contar que até agora os livros mostraram a perspectiva do lado feminino da família. Mas eis que ao terminar de ler o livro, descubro que o próximo será sobre Argus!!!! Aaahhhhhhhh...AMADOREI!!!!!!
Mal posso esperar pelos próximos lançamentos da Lua de Papel para esta adorável escritora.
Seus livros sobre os Highlanders são famosíssimos. E ela tem um jeito especial mesmo nas cenas mais hot. Em resumo, amadoro esta escritora.
Que venham mais Wherlockes e Vaughns!!!

PS: Será interessante ler a história de Modred....mmmmmm....

#leituranossadecadadia:

  • Terri Brisbin - Mais Forte que a Paixão (Harlequin)
  • David Baggett & Shawn E. Klein - Harry Potter e a Filosofia (Madras)
  • P.C.Cast & Kristin Cast - Marcada (Universo dos Livros)
  • Marc Shapiro - Stephenie Meyer (Jardim dos Livros)

sábado, 12 de novembro de 2011

Emily Brontë - O Morro dos Ventos Uivantes


Ficha técnica: O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights)
Autora: Emily Brontë
Editora: várias
Lançamento original: 1847

Como tantos clássicos hoje existentes, este também não fez sucesso imediato, mas apenas após a morte de sua autora. E por ele, ela ficou mundialmente conhecida.
Uma história de amor. Amor atribulado, brigas, desavensas, perdas, desencontros. Duas almas atormentadas, Catherine e Heathcliff, que muito se amam mas nunca se acertam. Protagonizaram cenas famosas de brigas por orgulho. Morreram separados,mas com almas inseparáveis. Causaram discussão entre o mundo dos vivos e dos mortos.

Assim como todo o clássico, este livro tem suas idas e vindas sobre estar na moda. Ele estava meio que esquecido já há algum tempo quando foi resgatado graças a outro livro, a saga Crepúsculo de Stephenie Meyer, na qual a personagem Bella Swan vê similaridades de seu relacionamento com o atormentado vampiro Edward Cullen e os personagens de Emily Brontë. Desde então a procura das jovens por ler este clássico, e entender as agruras de Bella, aumentou consideravelmente.

A primeira vez que li o livro confesso que não me simpatizei. Brigas demais, teimosia demais por parte do casal. Anos depois, mais amadurecida - tomando cuidado pra não apodrecer antes do tempo - retomei a leitura, e vi tudo por uma perspectiva diferente.
Há como existir um amor desse? Os céticos dizem que não. Impossível. Os românticos de carteirinha, mesmo sem tê-lo conhecido, abrirão os braços num bem vindo silencioso.
De minha parte, sobre gostar ou não do livro, digo que todo livro tem seu tempo certo para ser lido. É como uma fruta que deve ser colhida no tempo certo, nem verde, nem madura demais.
Qualquer livro que você comece a ler, ouça seu corpo. Sim, ele lhe dirá se você está confortável com a leitura. Se você começar a se remexer, coçar partes do corpo, dar fome, sede, então pare a leitura imediatamente, antes que você ache que a culpa é do livro. Às vezes você só não estava preparado para aquela narrativa.

Mas voltando ao livro em questão, há partes fabulosas citadas pelos lábios dos personagens, e eu gostaria de citar pelo menos duas. Elas que imortalizaram o amor vivido por Cathy e Heathcliff...

Cathy: "Os meus maiores sofrimentos neste mundo têm sido os sofrimentos de Heathcliff; e eu vi e senti cada um deles desde o princípio, a minha grande preocupação na vida é ele. 
Se tudo mais desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria a existir. 
E se tudo o mais ficasse, e ele fosse aniquilado, eu ficaria só num mundo estranho, incapaz de ter parte dele. 
O meu amor por ele parece-se com as rochas eternas que ficam debaixo do chão; uma fonte de felicidade pouco visível mas indispensável. 
Nelly, EU SOU Heathcliff! Ele esta sempre, sempre, na minha cabeça."


Heathcliff: "Mesmo que ele a amasse com todas as forças do seu insignificante ser
 não poderia amá-la, em oitenta anos, tanto quanto eu num só dia... 
Oh, meu Deus, é impossível!
Eu não posso viver sem a minha vida!
Eu não posso viver sem a minha alma!"

Por essas e outras, este livro evoca o mais profundo sentimento em cada um. Há como amar além da vida?

E em homenagem a ele, a cantora Kate Bush lançou a canção com os mesmo nome do livro, em inglês, Wuthering Heights, tornando-se um sucesso na época e ainda muito ouvida em programas de flashback.
Curtindo o momento nostálgico...



#leituranossadecadadia:

  • Javier Sierra - A Ceia Secreta (Relume Dumará)
  • Stieg Larsson - Os Homens que não Amavam as Mulheres (Cia das Letras)
  • Stieg Larsson - A Menina que Brincava com Fogo (Cia das Letras)
  • Stieg Larsson - A Rainha do Castelo do Ar (Cia das Letras)



Textos que me descrevem

Não sou escritora, sou leitora. Ponto. Mesmo que vez por outra apareçam em minha mente cenas vívidas que eu gostaria de ter lido em livros alheios, não as passo para o papel.
Sou uma leitora contumaz. Gosto de ler, de saborear as palavras, de sentir o clima, de me emocionar, de sentir empatia seja com o mocinho ou com o vilão.
Aos escritores só tenho que agradecer. Agradecer e parabenizar pela iniciativa de por no papel uma história única, em não desistir e escrever até a última linha e, no caso de escritores brasileiros, por não esmorecer nas várias tentativas em publicar seu primeiro romance. Sim, porque é uma via crucis conseguir uma editora por aqui. Burocracia, preços altos, demoras nas respostas.
É claro, depois que se fica famoso o tapete vermelho - no caso da Bienal, o azul - é extendido com a maior facilidade. Mas para quem está no início é um tal de "esperaumminutinhoquevoualiejávolto" para nunca mais dar as caras que é uma loucura!

Mas comecei a escrever sobre isso porque mais uma vez encontrei pela internet da vida um texto que me descreve.
Uma amiga querida de facebook e grupo de leitura escreveu em seu blog/site (www.lanocafofo.com), Lilian Silva, um texto que é uma graça. E uma auto-quase-biografia maravilhosa. Com a devida autorização, compartilho com vocês as palavras dela.



Eu e a Literatura ~ by Lilian Silva

A literatura está em cada célula do meu corpo. Carrego em mim todos os personagens dos livros que já li e com eles me sento ao café da manhã, enquanto seguro minha xícara de café quente. Levo-os comigo ao andar na rua e lhes mostro os lugares onde passo. Quando me sento em algum lugar qualquer para ler, sempre tem um deles- ou vários - ao meu lado, espiando o livro aberto que tenho nas mãos.

Os personagens me perseguem como fantasmas e sussurram suas histórias ao meu ouvido, como se eu já não as soubesse, ou talvez para que eu não as esqueça.

Mas eu nunca me esqueço delas. Todas fazem parte de mim.

Essas histórias moldaram a pessoa que sou hoje, e se viajo e flutuo e rio e choro e sou pessoa é por causa delas. A literatura me salvou de mim mesma, e me salva todos os dias.

É o riso que distrai minha mente.

O choro que me lembra que sou humana.

A fantasia que não me deixa crescer nunca.

Os livros me pegam pela mão e me levam a lugares inimagináveis, apresentam-me pessoas novas e tornam possível o impossível. Se sobrevivo à vida real, é culpa da literatura. E por culpa dela também vivo em meio às palavras, me expresso por elas, vivo entre elas.

Não saberia viver sem a literatura, porque ela é a matéria dos meus sonhos… e esses sonhos escorrem, transbordam e invadem minha realidade. Já não sei mais aonde ela começa e eu termino. Transpiro palavras e os textos correm misturados ao meu sangue. Com a literatura posso viver todas as vidas em uma só, e ainda sou eu mesma. Pego cada personagem pela mão no começo de um livro, e juntos atravessamos sua saga, e eu posso deixá-lo seguro e em paz ao final de sua história, embora nem sempre seja fácil soltar sua mão, já que se tornou meu amigo.

Talvez seja por isso que todos eles andem comigo, dentro de mim. E talvez seja essa a razão de a literatura ter se tornado meu alimento, o ar que respiro, uma parte indispensável de mim mesma.

(postado em 10/11/2011, www.lanocafofo.com)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Jo Barret - O Livro Secreto do Banheiro Feminino


Ficha técnica: O Livro Secreto do Banheiro Feminino (The Men's Guide to the Women's Bathroom)
Autora: Jo Barret
Editora: Essência (Planeta)
Lançamento original: 2007
Lançamento BR: 2008
319 páginas

Ok, você já se perguntou porquê em festas e barzinhos, mulheres têm que ir ao banheiro juntas? Isso não acontece com a ala masculina. Se um diz que vai "tirar água do joelho", beleza. Ninguém vai conferir se o mancebo vai realmente fazer o que falou. Mas basta uma mulher dizer que vai retocar a maquiagem, pronto! Todas da mesa vão acompanhá-la.

Um dos pontos é muito simples:

"O banheiro feminino é um santuário onde
segredos profundos e obscuros são revelados..."

Lembre-se disso, quando elas, ou melhor nós, nos reunimos no banheiro todo e qualquer assunto pode surgir: o filme/novela recente, a cor de roupa/maquiagem da moda, o gato da mesa ao lado, a mocreia da mesa ao lado, a meia calça que desfiou, o chefe tarado, a vizinha piranha, a amiga 171, o filho que não deixa dormir à noite, o marido que ronca, a decisão de finalmente largar o marido que ronca....Ou simplesmente, fazemos xixi, retocamos a maquiagem e voltamos à mesa. Tudo ou nada pode acontecer. Mas sempre tome cuidado porque VOCÊ pode ser nosso próximo tema num banheiro!

Neste livro a protagonista, Claire St. John, recém separada e sem trabalho, resolve voltar à sua terra natal e decide escrever um livro sobre banheiro feminino, porque, por incrível que pareça, foi lá que ela ouviu os melhores conselhos para a sua vida...mas infelizmente ela nunca os colocou em prática. A partir daí ela começa a catalogar tudo que se passa num local como esse e as similaridades e diferenças desse espaço nos diferentes países.

O livro é engraçado e traz sacadas interessantes sobre esse universo feminino. Bom para as mulheres prestarem mais atenção à sua volta. Bom para os homens nos conhecer melhor.

E só pra mostrar que não sou diferente da maioria, aí está uma foto minha com umas amigas num banheiro chiquetérrimo, quando estávamos numa festa de casamento de outra amiga querida. Valeu o registro.


#leituranossadecadadia:

  • Christine Feehan - [Cárpatos 3] Ouro Sombrio
  • Jo Ann Ferguson - Conflito de Paixões (Nova Cultural)
  • Nicole Jordan - Desejo
  • Nicole Jordan - Êxtase



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Martins Ferreira - Como Usar a Música na Sala de Aula



Música diverte, música anima, música sai da mesmice.


Ficha técnica: Como Usar a Música na Sala de Aula
Autor: Martins Ferreira
Editora Contexto
Lançamento: 2001
238 páginas


Então você é professor? Não? Então, você é aluno e precisa apresentar um trabalho em frente a classe inteira? Por que não adicionar um tempero à sua apresentação e incluir no repertório uma música? Com direito a aparelho de som portátil, letra da música escolhida pra toda a turma acompanhar e cantar. Vou confessar uma coisa, usei muuuuuuuuito desse recurso em minha época de faculdade. E digo mais: fazia o maior sucesso!!!

Quer coisa melhor do que apresentar trabalho sobre a época da ditadura cantando as letras de Tom Jobim e Chico Buarque? E quando eu queria incrementar mais o negócio, levava video. Pronto! No ápice do trabalho todo mundo "ia pra galera". O assunto apresentado fixava mais na memória e o final da apresentação se tornava mais leve.

Ainda tive um professor de Artes que levava o violino pra sala de aula e dava suas aulas revezando fala e o som do instrumento. Era um delírio para os ouvidos.

Uma pena que ainda temos professores que desconhecem esse método. Mas, seus problemas acabaram!!! Exatamente isso este livro nos ajuda. Ele traz dicas maravilhosas de músicas antigas e novas sobre vários momentos da história. E engana-se se você acha só poder usar se se tratar de história do Brasil. As áreas abrangidas são amplas: Biologia, Geografia, Literatura, Física...
Sem dúvida uma ferramenta mais do que útil em sala de aula. Porque como diria Arnaldo Antunes em sua canção  "Música para ouvir", há música pra tudo.


Música Para Ouvir

Arnaldo Antunes

Música para ouvir no trabalho
Música para jogar baralho
Música para arrastar corrente
Música para subir serpente
Música para girar bambolê
Música para querer morrer
Música para escutar no campo
Música para baixar o santo
Música para ouvir 
Música para ouvir
Música para ouvir

Música para compor o ambiente
Música para escovar o dente
Música para fazer chover
Música para ninar nenê
Música para tocar novela
Música de passarela
Música para vestir veludo
Música pra surdo-mudo

Música para estar distante
Música para estourar falante
Música para tocar no estádio
Música para escutar rádio
Música para ouvir no dentista
Música para dançar na pista
Música para cantar no chuveiro
Música para ganhar dinheiro

Música para ouvir 
Música para ouvir
Música para ouvir

Música pra fazer sexo
Música para fazer sucesso
Música pra funeral
Música para pular carnaval
Música para esquecer de si
Música pra boi dormir
Música para tocar na parada
Música pra dar risada

Música para ouvir 

#leituranossadecadadia:

  • Ruy Castro - O Amor de mau humor (Cia das Letras)
  • Rubem Braga - As Boas Coisas da Vida (Record)
  • Robert Neuburger - O Mito Familiar (Summus)
  • Paulo Freire - Educação como Prática de Liberdade (Paz e Terra)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Paula Boechat - Terapia Familiar ~ Mitos Símbolos e Arquétipos


Se você sempre quis entender um pouco mais sobre os estudos de Carl Jung, delicie-se com este livro.


Ficha técnica: Terapia Familiar ~ Mitos, Símbolos e Arquétipos
Autora: Paula Boechat
Editora Wak
Lançamento: 2007
124 páginas






Carl G. Jung, formado em Medicina, colaborador de Freud entre 1907 e 1913, lançou sua própria teoria e a denominou Teoria Analítica.
A autora, Paula Boechat, seguidora desta teoria, aliou-a à cultura mitológica, fazendo, assim, paralelos do comportamento do indivíduo e seu lugar junto ao seio familiar com as dinâmicas familiares da mitologia.
É no mínimo interessante conhecer todos os caminhos tomados pela autora, isso sem contar o cabedal cultural que o leitor acaba tendo contato.
Por esse caminho conhecemos um pouco mais sobre o trabalho de Jung como a PERSONA, a FUNÇÃO TRANSCENDENTE, o SELF, a SINCRONICIDADE (um de meus temas favoritos). Além disso, entra-se em contato com a mitologia grega e sua riqueza, como a maldição dos atridas, os deuses do Olimpo e um pouco do mito babilônico. Tudo isso recheado com casos clínicos reais e ainda, leitura complementar no final do livro, para quem se interessar num aprofundamento do assunto.

O livro é pequeno, leitura rápida e fácil, mas ainda assim, de uma profundidade incrível, levando o leitor a uma auto análise.
Bom para quem trabalha na área e para os leigos.

#leituranossadecadadia:

  • Anne Gracie - O Cavaleiro e a Dama (Harlequin)
  • Anne Gracie - A Princesa Roubada
  • Deborah Hale - A Bela e o Barão (Nova Cultural)
  • Debbie Raleigh - Irresistível Tentação (Nova Cultural)


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Hannah Howell - A Sensitiva

Segundo livro da saga da Família Wherlock.

Ficha técnica: A Sensitiva (If he's sinful)
Autora: Hannah Howell
Editora Lua de Papel
Lançamento original: 2009
Lançamento BR: 2011
206 páginas


Uma herdeira passada pra trás pelos próprios  irmãos, vendida para um bordel, encontra por acaso o seu salvador numa situação constrangedora para ambos. Juntos, e mais o apoio do resto da família dela, ou seja, os numerosos Wherlocks e Vaughns, decidem descobrir toda a sujeira por trás dos muitos assassinatos e mistérios que rondam a casa dessa habilidosa família.
Neste livro Penélope tem a habilidade de falar com os mortos e com a ajuda destes ela consegue localizar seus corpos, descobrir documentos escondidos e salvar a própria família da ruína.

O mais interessante dessa saga, que obviamente já perceberam se tratar de mais um romance histórico, é a história da família em si. Os poderes que eles carregam e toda a gama de responsabilidade que isso traz. Não esquecendo de que eles viviam numa época em que até bem pouco tempo os considerados praticantes de bruxaria eram queimados pela inquisição.
Isso nos faz pensar que mais do que a vontade de ter qualquer habilidade por nós mortais não possuídas, há de se pensar na carga que isso traz. Falar com os espíritos, mover objetos com a mente, curar doentes, ter visões do passado ou prever o futuro, ler mentes alheias... quantas vezes já não imaginamos como seria legal se tivéssemos um desses poderes. Mas, seria mesmo? Estaria você preparado pra tamanha responsabilidade?

Não leia o livro esperando apenas uma história de amor que pode ou não dar certo. Veja o lado histórico da coisa.
Muito conhecimento requer responsabilidade. Use sabiamente.

#leituranossadecadadia:

  • John Sack - A Passagem do Anjo (Sextante)
  • William Shatner - Jornada nas Estrelas Memórias (Nova Fronteira)
  • Ursula Doyle - Cartas de Amor de Homens Notáveis (BestSeller)
  • Janet McNaughton - O Cavaleiro Encantado (BestSeller)